É conversando que eles se entendem

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Ontem foi dia de discutir a relação no Avaí. Sem aquele velho conhecido problema dos últimos anos, a falta de pagamento de salários, parece que não estão restando muitas explicações paralelas para a queda de rendimento do time nas últimas quatro rodadas. Ou o problema é técnico ou é emocional.
Chico Lins - Foto Cristiano Estrela / Ag. RBS
Se é técnico, estamos num mato sem cachorro. O elenco é esse, a janela de transferências já se fechou, não vai chegar mais ninguém com o status de reforço. Agora só resta torcer para que Geninho saque de sua cartola um jeito diferente de jogar que resulte num melhor aproveitamento das qualidades individuais de cada um dos jogadores que estão aí.
Mas se há uma pendência emocional instalada no cucuruto do elenco, ontem Chico Lins resolveu bater um papo com a boleirada. Primeiro ouviu, claro, mas logo em seguida procurou relativizar o impacto dessa sequência ruim e focar na reta final da série B. Geninho esteve presente e reforçou as palavras do dirigente que foi contratado exatamente por ser um profissional bom de vestiário.
Além da indução cerebral à fórceps, já que nem Geninho e menos ainda Chico Lins são formados em psicologia do esporte, mas tão somente na chamada "escola da vivência no futebol", claro que acabou rolando aquela pressãozinha baseada na parte mais dolorida do ser humano, o bolso. A importância que o acesso terá para a carreira de cada um deles, a possibilidade de um contrato melhor para 2015, coisas que podem fazer muita diferença para a qualidade de vida dos jogadores. A essas alturas do campeonato, está valendo todo e qualquer tipo de tentativa, desde que seja realmente produtiva.

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