O Avaí que perturba a gente

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Nós brasileiros que acabamos de acompanhar uma edição da Copa do Mundo, estamos pós-graduados em ações extra-campo que pouco ou nada contribuem para o aumento de rendimento ou qualidade técnica da equipe. Entrar em fila indiana e de mãos dadas, cantar o hino abraçados, usar bonés e camisetas com mensagens de apoio, fazer declarações emocionadas de união, não mais que meros placebos para vender capas de editorias de esporte e engabelar os torcedores.
Não sei até que ponto Geninho acredita que o fato do Avaí ter entrado "muito cedo" no G4 tenha repercutido negativamente sobre os jogadores. Pressão antecipada por se manter no grupo que almeja o acesso, aumento de responsabilidade, ansiedade excessiva entre os mais jovens, terror noturno entre os remanescentes que protagonizaram a derrocada na série B do ano passado, enfim, por tudo isso o técnico chegou a um diagnóstico: "O mais preocupante é que o time está ficando emocionalmente perturbado dentro de campo."
Não tenho dúvidas que o ser humano é profundamente afetado em sua produtividade pelos aspectos emocionais. Inclusive, acho curioso quando alguém se declara como muito racional, mal sabendo que essa característica geralmente serve de barragem para o seu conhecido (por ele) descambar passional. Mas será que o Avaí tem um sapo desse tipo enterrado na Ressacada?
Não vivo o dia a dia interno do clube, não conheço os seus bastidores, o modelo de relacionamento que têm entre si em horário de trabalho e menos ainda o que se faz quando o assunto é qualidade de conversação. Entretanto, vale a pena lembrar que do lado de cá também tem muita gente desgostosa com essa sequência de infortúnios merecidos que acomete o time ultimamente.
De nada adiantará lançar camisetas para pagar premiações do acesso se o tesão por esse objetivo escorre pelos dedos a cada rodada do campeonato. Chamar o torcedor para amolecer o coração dos boleiros, façam-me o favor, brincadeira tem hora. Sabemos que o elenco é tecnicamente limitado, mas se demonstrarem compromisso em campo - apenas isso - todos verão que os resultados serão mais positivos. Ademais, senhor Geninho, é "esse seu Avaí" que está perturbando a gente!

2 comentários:

E M Í D I O J R. disse...

Gerson Avaixonados dos Santos,
os anos finais da gestão passada - permita-me não citar o nome do ilustre que presidia o clube - transformaram o Avaí numa nau errante, ou seja, todos sabem onde desejam chegar, sem no entanto, uma rota para isso.
A sucessão de erros, faz do clube o maior exemplo de fiasco da história recente do futebol catarinense. Ah, os defensores do "falecido" presidente dirão que não, que ele foi o maior, que ficará na história e blá blá blá. Prefiro não responder a turba de puxa sacos e demais baba ovos.
Seu sucessor, o Nilton, que de futebol não entende nada, deixou muito claro que não conhecia os meandros da Ressacada e se soubesse, afirmou que não assumiria ou aceitaria a indicação.
Mais uma prova cabal, haja vista, que o "Dr. Nilton" foi vice do antecessor, que na gestão passada o clube era uma monarquia absolutista. Essa monarquia, auxiliada pelos burgueses empresários do reino da bola, contaminou o clube e o afastou da plebe, seu maior patrimônio. Plebe essa, ou torcida para os íntimos, só era chamada quando a situação descambava.
Na gestão atual, tão amadora quanto a anterior, além das dividas deixadas, perdemos um caminhão de dinheiro, pois estampamos a logo da CAIXA ECONÔMICA, mas por falta de certidão negativa não recebemos nada, na sequencia, o episódio "negócio da China" também nos deixou sem um tostão ( Yuan, Dollar, Real ).
Sem dinheiro, atrasos de salário, jogadores de qualidade duvidosa...queda.
Pra finalizar: Não falarei nada da demissão do Zé ( Hemerson) Maria, para não ser injusto com o Geninho, que na minha opinião, faz um excelente trabalho.
Vergonha pouca é bobagem, apesar de ainda estarmos no G4..

Murilo Moreira disse...

O que perturba são esses jogadores que não estão nem ai pro Avaí, não correm andam em campo, não tem mais a luta que o Avaí é cantado no hino, jogadores que tem o Avaí como passagem, jogadores que estão ai apenas pra encerrar a carreira e desse jeito farão de forma pifia e ridicula como o futebol que estão jogando.

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