Um Avaí frio, fraco e frouxo

|
Ao leitor que acaba de chegar, convido a fechar os olhos por três segundos e render louvores aos nossos dois anjos protetores da noite de ontem: "Obrigado Icasa e América/RN pelas graças alcançadas". Vencendo respectivamente Ceará e Vasco da Gama, essas equipes impediram uma desgraça ainda maior após a derrota ao natural do Avaí para a Ponte Preta por 3x1.
Graças ao conjugado dos resultados da 31ª rodada da série B, o Leão da Ilha pôde se dar ao luxo de cravar 20% de aproveitamento na últimas cinco rodadas e ainda continuar no G4 do campeonato, embora já esteja enxergando pelo retrovisor mais dois pretendentes ao seleto grupo que luta pelo acesso. Os 52 pontos do Maior de SC continuam acompanhados de perto pelos 50 do Ceará, mas agora também pelos 47 de Boa Esporte e Sampaio Corrêa. Como repetimos há alguns anos nas retas de chegada das competições, todo mundo ajuda o Avaí, só o Avaí que não se ajuda.
Pior que mais uma derrota num momento em que as bobeiras não costumam ser perdoadas, assusta o torcedor a queda brutal do desempenho da equipe de Geninho em campo. Já não há nenhuma réstia de semelhança com aquele time organizado e com cheiro de vitória das 12 rodadas de invencibilidade, período que ironicamente antecedeu essa descida de ladeira das últimas partidas.
Perder para o líder não seria de se estranhar se isso não tivesse acontecido com um futebol tão medíocre e tão decepcionantemente conformado com a derrota. Geninho está percebendo o momento de seu grupo e não à toa montou o time para não perder. E como todos sabemos, o medo de perder normalmente tira a ambição pela vitória.
João Filipe, Eduardo Costa e Eduardo Neto não funcionaram na contenção dos alvinegros. Junte-se a isso as duas avenidas nas costas de Marrone e Thiago Carleto e temos 90min de convites incessantes para que o adversário somasse mais três pontos rumo ao título da série B. O gol azurra saiu daquele mesmo jeito de sempre, com a única jogada ensaiada que consegue ser realizada com bom aproveitamento: bola parada nos pés de Marquinhos, levantamento para dentro da área e cabeceio de alguém. Ontem, por acaso, foi Pablo.
Acredito que o Avaí decide o seu futuro na próxima sexta-feira, quando recebe o vice líder Joinville na Ressacada precisando retomar o caminho das vitórias, único resultado capaz de restabelecer a confiança do elenco e torcida. É fundamental exorcizar a sensação de que estamos diante da mesma amarelidão do ano passado. Aquela sina de time frio, fraco e frouxo não pode reaparecer assim, de uma hora para outra como um fantasma que se alojou na história desse clube. Nunca mais.

3 comentários:

Sérgio disse...

O negócio é voltar a atrasar o salário, com dinheiro no bolso eles se recusam a jogar.

Unknown disse...

O Vagner, soca essa bola, show das espalmadas...

Unknown disse...

Vamos vencer sexta. Dias melhores virão.

Postar um comentário