As dificuldades da base do Avaí

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Todo mundo empolgado com o sucesso das categorias de base do Avaí e já esperando pelo dia em que novos valores surgirão para sua equipe principal. Como não é bem assim que a coisa funciona, vale a pena relembrar alguns pontos rápidos coletados no encontro promovido clube no último dia 19 de maio, que contou com a presença de Diogo Fernandes, Coordenador das Categorias de Base, Flávio Roberto, Coordenador Técnico e Chico Lins, Gerente de Futebol.
Qual o nível de relacionamento com empresários como Portinho e Holandês?
Já havia conversado com um amigo conhecedor das bases e soube que estes são empresários bem vistos no mercado, sendo que trazem benefícios interessantes aos clubes que com eles formam parcerias. Diogo, Flávio e Chico fizeram o mesmo relato, informando que até a profissionalização da gurizada os empresários são úteis para os clubes (até porque qualquer moleque de 12 anos já chega pelas mãos de um tutor). Resumidamente, fazem a captação e bancam quase tudo para seus pupilos, ganhando com isso 10% dos direitos econômicos no infantil, 20% no juvenil e 30% no júnior.
Foto Divulgação Joinville EC
Por que o Avaí não revela para o elenco profissional?
Porque não dá tempo. O clube vive uma grave crise financeira, o que impede os responsáveis pela base de rejeitarem a venda, o empréstimo pago ou a liberação de uma grande promessa dentro da negociação de um jogador que venha reforçar o time principal. A tendência é que esse cenário seja equacionado nos próximos dois anos, período em que a diretoria espera equilibrar as finanças do clube.
As categorias de base do Avaí dão lucro?
Sim. Cerca de 20% do que poderiam render, uma vez que as limitações financeiras não permitem um trabalho mais cuidadoso e com melhores condições de captação e manutenção dos meninos na Ressacada. Atualmente a verba destinada para toda a base é de R$ 120 mil mensais, o que dá menos de R$ 1 mil per capta para cada um dos 125 garotos, aí inclusos os salários dos funcionários do Avaí. Nos últimos 18 meses, os negócios envolvendo as categorias de base geraram quase R$ 5 milhões de faturamento para o clube, ou seja, R$ 2,8 milhões líquidos para oxigenar as finanças azurras.

2 comentários:

Paulo disse...

esta situação, de não conseguir segurar jovens promessas, é em função do chamado "LEGADO"?

Bruno disse...

Põe quem tem comprometimento, esses garotos estão doidos para vencer

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