Avaí, a conquista, a redenção

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Eu sabia que era possível, tu sabias que era possível, ele sabia que era possível. É fácil conjugar o verbo saber sob o manto protetor do adjetivo "possível", difícil mesmo é encontrar uma alma azurra que realmente acreditasse no acesso do Avaí. Fora o amigo Rodrigo Silveira - que há alguns dias parou seu carro ao lado da calçada e tascou à queima roupa: "Cara, nós vamos subir. Tenho certeza disso!" - e mais uma meia dúzia de insanos no mundo, todos nós sabíamos que era improvável.
Esse não precisa ser perdoado - Por J Furlani
Até o argentino mais avaiano do universo, o mito Ariel Pranteda, ligou de Buenos Aires para a CBN Diário para pedir desculpas por não ter acreditado no acesso do Avaí. Ô meu estimado, vamos e venhamos, não era falta de paixão de ninguém, mas faltando apenas três jogos para o fim da série B, o que esperar de um time fora do G4, que da 30ª a 36ª rodada disputou 18 pontos e ganhou apenas um?
Difícil esperar algo de jogadores tecnicamente cambaleantes ao longo de toda competição e na maior parte do tempo às voltas com pendências salariais. O que esperar da situação indigesta de alguns descompromissados envergando o manto azul e branco, defendidos pelo técnico e delatados pelo capitão e pelo Gerente de Futebol? Só um quase-milagre...
Todos estão perdoados. Se esse mesmo time fez um aproveitamento de 100% nas últimas três rodadas, se América/MG, Boa Esporte, Atlético/GO e Ceará deram mole, e se é verdade que futebol é resultado, a manhã deste domingo saúda a todos os envolvidos com a graça redentora da absolvição via conquista do acesso para a série A do Brasileirão. Hoje não é dia de raciocinar, fazer apartes ou pensar em planejamento. Hoje é dia apenas de comemorar uma das conquistas mais inusitadas da história do Maior de SC. Dessa vez "o Avaí fez côza" de gente grande. Para o bem, para o sucesso.

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