Com ou sem acesso, muito o que mudar

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Numa semana que poderia ser êxtase para a torcida avaiana, com intensa movimentação em torno da expectativa pela conquista do acesso diante de um grande adversário, não adianta fingir, tudo se encaminha para que o Avaí confirme ser um clube de série B. Fora a estrutura da Ressacada, superior a muitos integrantes da elite do futebol brasileiro, sua média de público, seu desempenho na temporada, seu orçamento anual e seu modelo de gestão ainda carecem de atributos substanciais para que possa querer lutar de igual para igual com os clubes medianos do Brasil. Não é opinião, é constatação pura e simples de todos os números constantes na realidade atual do Avaí.
Foto Cristiano Estrela - Agencia RBS
Além de ter que vencer o Vasco e torcer por tropeços do Boa e Atlético/GO, situação que resulta em parcos 18% de chances de acesso, o Avaí ainda tem que lidar com mais um tijolinho colocado no muro de desalento erguido a contragosto bem na frente do nariz do torcedor avaiano.
Ontem o dirigente do Icasa, virtual salvador da pátria das esperanças azurras, dispensou 10 jogadores do seu elenco - quatro são titulares - e declarou sem cerimônia que "Correr contra o Boa não interessa". Se Chico Lins acreditava no profissionalismo também do Icasa, pode ir tirando o seu cavalinho da chuva. Quando acaba o dinheiro e as metas, meu amigo, não há seriedade profissional que resista. Ademais, o clube de Juazeiro do Norte não tem nenhuma responsabilidade sobre o sonho de terceiros.
Independente do Avaí conquistar ou não o acesso - 18% de chance, lembre-se! - é fato que o clube precisará repensar muita coisa até o início da próxima temporada. A começar pela mentalidade de como monta e administra o seu Departamento de Futebol, já que 2014 foi marcado pela continuidade de erros primários de 2013, como formação à bangu de seu plantel, passando pela dependência de um único empresário (11 atletas de Uram) até chegar na omissão em relação ao comportamento de alguns de seus funcionários "mais famosos".
De nada adianta ter o selo da ISO9001 pendurado na parede se o time só dá vexame e as arquibancadas da Ressacada continuam não ultrapassando o limite de 5 mil teimosos por partida.

Um comentário:

turica disse...

O que preocupa nós torcedores é a parte financeira do avai para 2015, pois se não fosse esse dindin da desapropriação, estáriamos "inabados" , com diz o mané.

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