Não, eu não acredito

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Chegamos naquele momento indigesto conhecido pelo torcedor avaiano onde a matemática desmente a percepção de que o seu time já está fora do campeonato. E aí fica aquela sensação de "traição" ao clube por não acreditar que há chances de uma reversão do quadro de desolação, sem falar no mórbido sentimento de dèja vú. Sim, nós já vimos esse filme no versão passado, e o temor é de novamente fazer papel de palhaços por aninhar no peito a esperança de recuperação.
Foto Cristiano Estrela - Agencia RBS
Sem fazer uso do posicionamento politicamente correto, e até por estar de saco cheio por ver o Avaí continuar caminhando no amadorismo que se tornou uma de suas marcas registradas nos últimos anos, não posso acreditar que Geninho e seus meninos "empolgados demais" e que perdem o foco da competição, possam mudar o rumo de mais um final de temporada vergonhoso. Um time que faz quatro pontos nos últimos 24 disputados, num aproveitamento de ralos 16%, ora senhores, não merece a nossa confiança.
Se é verdade que o Avaí, com um jogo a mais que os adversário diretos, ainda figura no G4, também é verdade que pode terminar a rodada na sétima posição, para de lá não mais sair. Posição de um time mediano, com uma campanha mediana e objetivos medianos. Talvez tenhamos sido "enganados" naquelas 12 partidas de invencibilidade e a meta real traçada nas salas de tijolinho à vista da Ressacada, não cair para a série C, tenha sido alcançada. Aliás, já foi com bastante antecedência e estamos apenas cumprindo tabela.
Geninho disse em entrevista que nunca critica a torcida, porque ela raciocina com o coração. Está certo em parte, pois não fosse o nosso passionalismo, jamais se teria a cara de pau de pedir apoio a um "cliente" que não está sendo atendido em suas expectativas. No mundo da bola, sim, é possível ao profissional (?) parar de trabalhar, tirar férias fora do período acertado e ainda assim contar que após 90min de uma tarefa bem feita tudo voltará ao "love só love". O futebol brasileiro é um mundo encantado completamente à parte das responsabilidades das outras profissões. Uma teta.

Um comentário:

Sérgio disse...

Excesso de vontade!! As velhas formas nos mostram mais uma vez como e por que tem sido impossível o Avaí manter bons técnicos. É duro aguentar essa constelação de bananas e manter o mesmo nível de energia.

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