Pobre futebol brasileiro, pobre Avaí

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Que o brasileiro tem memória curta, isso todos julgamos saber, mas o que vem acontecendo em relação ao futebol é um exagero. Após o doloridamente inesquecível 7x1 da Alemanha sobre o Brasil, houve um início de despertar do torcedor, cobranças que se seguiram à cúpula da CBF e aos dirigentes de clubes nacionais. Todos os envolvidos nesse conchavo-monstro de incompetência por certo revisariam sua forma de agir e administrar as suas respectivas entidades esportivas.
Qual nada. Fora o futebol mineiro, um oásis com dois clubes que presenteiam as suas torcidas com belos espetáculos no retângulo verde, com estádios lotados praticamente o ano inteiro, disputando o título da Copa do Brasil e com um virtual campeão brasileiro da série A, os resto do país apensas tenta sobreviver às mazelas do dia a dia, com uma burrice aqui e um escândalo acolá.
Foto Leonardo André Extra
Não é nada fácil acordar com a eleição de Eurico Miranda para presidente do Vasco e, pior ainda, se deparar com a denúncia do Ministério Público de São Paulo de que integrantes da ex-diretoria da Portuguesa receberam dinheiro para que o jogador Héverton fosse escalado na última rodada do Brasileirão do ano passado. Não tenho palavras para descrever o sentimento escancarado de que também no futebol o Brasil resiste a andar para frente.
Por aqui, em terras insulares de Santa Catarina, o Avaí quase não acredita que esse mesmo universo conspira fortemente para vê-lo na série A de 2015. Graças a vitória de ontem do Paraná sobre o Atlético/GO por 2x0, a equipe de Geninho ganhou uma posição sem ao menos ter entrado em campo. Via Twitter propus que o Avaí adotasse a estratégia do WO de agora até o final da série B.
Entretanto, como o Movimento Separatista do Sul não tem logrado êxito em seu intento aloprado de nos dividir do resto da nação, aqui continua sendo Brasil e o Avaí também vai tentando equilibrar seu objetivo de acesso com as suas próprias vergonhas alheias, denúncias de que alguns jogadores estejam tirando o pé da bola para enfiar nas muitas jacas espalhadas pela bela Florianópolis.
Ontem no Debate Diário da CBN, dessa através de Geninho, mais uma vez o Avaí procurou desmentir aqueles que afirmam que atletas do elenco estejam trocando o dia pela noite e fazendo corpo mole por mais dinheiro para jogar de verdade. Se é verdade, que a diretoria e comissão técnica tomem as devidas providências disciplinares para resguardar a instituição. Se não é, chamem os "alimentadores de raposas" para que provem suas afirmações e fim de papo. Será que é tão difícil definir um foco?
Assunto paralelo típico de um clube que mal consegue segurar as línguas de diretores, conselheiros e colaboradores em geral, além de administradores mal preparados. Sinceramente, essa palhaçada já cansou. O Avaí tenta largar o amadorismo, mas o amadorismo teima em não largar o Avaí.

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