No money, sem loucuras, partiu base

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Como pudemos conferir ontem aqui no blog, a análise do jornalista Erich Beting aponta para o fim dos patrocínios como aprendemos a enxergá-los. Há um novo movimento do mercado e as tendências apontam para que os clubes encontrem soluções caseiras para seus eternos problemas financeiros.
Tite em foto de Leandro Martins
Penso que os maiores culpados são os próprios cartolas que pararam no tempo, que se negam a administrar estas instituições como elas realmente são, empresas do setor de entretenimento. Esses senhores estão se afundando na crença de que o torcedor não é um consumidor normal.
Enquanto tivermos irresponsáveis dispostos a pagarem até R$ 700 mil mensais para um técnico, como o Corinthians pensa em relação a Tite, teremos clubes transitando entre as dificuldades de caixa e o caos administrativo puro e simples, que hoje tem o Botafogo como seu melhor exemplo.
A diretoria do Avaí já sinaliza 2015 com os mantras verbais típicos dos meses de dezembro e janeiro. Não fazer loucuras, seguir o planejamento à risca, instituir um teto salarial para as "estrelas da cia", só gastar o que tem e, claro, prestigiar as categorias de base. Nesse último item, Geninho deixou uma lista de oito garotos que deseja contar para o ano que vem. Levado à sério, essa atitude pode representar uma solução real para o abismo que separa o orçamento anual do Avaí, algo em torno dos R$ 30 milhões, para o seu primo rico paulista, próximo da casa dos R$ 500 milhões.
Embora, como dito mais acima, essa intenção esteja no boca de todos os dirigentes a cada virada de ano, acredito que as possibilidades disso ser colocado em prática na Ressacada são muito grandes. Primeiro porque o presidente Nilton Macedo tem se mostrado responsável no trato das coisas relacionadas ao Avaí. Se não ainda não é um gestor comercial de mão cheia, também não é nenhum moleque que sai rasgando dinheiro como tantos malucos por aí em suas cadeiras presidenciais.
Depois, porque quando a série B estava indo para as cucuias, foi na base que o Avaí encontrou o oxigênio que faltava no elenco principal. A iniciativa deu certo, o time subiu, a gurizada é boa e papou quase tudo na temporada. Ora, se as dívidas, embora negociadas, continuam levando uma boa fatia do orçamento mensal, voltar as atenções para a "prata da casa" se torna o caminho mais seguro para a saúde do Leão da Ilha. Aí inclusos, obviamente, os sempre muito bem-vindos... títulos.

Um comentário:

Unknown disse...

E aqui os treinadores ultrapassados que levam de 7 e nem entendem (com o adversário sentindo pena) ainda vão relativamente bem no campeonato, e ainda ganham uma fortuna, continuaremos levando de 7... Mas um dia a casa vai cair...

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