Precisa ser mais que jogador

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O futebol brasileiro entra em recesso por pelo menos 45 dias, mas nesse tempo os cartolas dos clubes trabalharão a todo vapor na formação de seus plantéis para a temporada 2015. Formação física, posição dentro de campo, destros, canhotos, marcadores, goleadores, batedores de falta, valor de mercado, enfim, muita coisa será levada em conta para que se faça a proposta comercial.
Indo um pouquinho na contramão do que é mais comum no levantamento dos atletas que interessam mais ou interessam menos, trago as palavras de Muricy Ramalho sobre Kaká, em sua segunda passagem pelo São Paulo. O técnico tricolor não se cansa de rasgar elogios ao meia, com quem trabalhou pela 1ª vez nestes últimos meses do ano, e foi enfático em dizer que o craque é insubstituível, se considerar todas as características de um atleta. 
"Para você ver como ele é uma pessoa rara e diferente, o Kaká foi com a família dele na minha casa, para ver se eu o aceitava. Eles entraram e o pai dele começou a falar. A primeira coisa que eu falei, eu sou um cara meio direto, foi: 'A gente não tem dinheiro para te contratar, cara. Não temos dinheiro'. E o pai dele respondeu que isso não era um problema e aí eu falei que ele estava contratado (risos)". 
"Foi a melhor coisa que fizemos. Kaká deu um salto na equipe, fez bem para o caráter do time. Não estou falando de técnica e tática. Mas do jeito dele. Os caras que estavam indecisos começaram a jogar muito. O Kaká chega antes de todo mundo e vai fazer atividade. E ele é melhor do mundo. O cara que não é, olha ele fazendo isso e vai fazer também". 
"Fora que ele é um cara super agradável. Educado pra caramba. Trata bem todo mundo. É incrível de ver, um exemplo. (...) Como jogador, a gente vai encontrar um igual. Mas se contar o todo, não vamos encontrar nunca. Quase 100% de certeza que não vamos achar. Ele é raro. Ainda mais por ser jogador de futebol. Porque tem uns que são mais ou menos que são chato pra caramba. O cara reclama do bife, do ovo frito que está duro. Mas o Kaká é diferente. Já trabalhei com muitos jogadores, mas com um deste nível, nunca tinha trabalhado".

Um comentário:

Unknown disse...

Engraçado como é importante o caráter mais que o talento! Que se pudesse ser assim em todos os Clubes. Sem greve, sem lei do silencio, sem renegociação de premiação etc... Enquanto isso vida que segue...

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