Rivalidade e pressão

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Rodrigo Goulart - Editor de Esportes e colunista do jornal Diário do Iguaçu e repórter/comentarista da Rádio Chapecó - "Em minha opinião, uma das razões é o fato de não termos times de torcida estadualizada - ao contrário do vizinho RS, por exemplo, onde a dupla Gre-Nal domina a preferência em todo o território gaúcho. Por consequência, isso cria uma forte rivalidade entre as regiões. Oeste (Chapecoense), Norte (Joinville), Sul (Criciúma) e Capital (Avaí e Figueirense) protagonizam verdadeiras batalhas pela hegemonia do Catarinão.
Porém,  o estado de Santa Catarina ficou pequeno para estas equipes, até porque o Estadual é pouco rentável, e a saída foi buscar espaço nos campeonatos brasileiros, onde a grana jorra. A sede de ir mais longe em nível nacional aguçou a rivalidade, algo indispensável para o crescimento. A concorrência é sempre salutar.
O aumento de equipes de SC na Série A não se deve apenas à rivalidade regional. Chapecó, Criciúma, Fpolis e Joinville respiram futebol. A imprensa esportiva nestas cidades é atuante. Apoia, mas também cobra, assim como os torcedores, que não são poucos. Existe pressão. Diferentemente de em outros municípios do interior do Brasil que já tiveram clubes na elite, por aqui o insucesso é sentido e ninguém quer isso. A comunidade abraça a causa e o poder público é parceiro".

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