Futebol é apenas um detalhe

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Ainda em meio a uma campanha que desonrava a história do clube, no dia seguinte à vitória sobre o Marcílio Dias, Nilton Macedo apareceu de rompante no programa Debate Diário da CBN para colocar o pessoal da mesa contra a parede. Algumas opiniões da semana anterior o haviam magoado e agora, aproveitanto estar por cima da carne seca (?), resolveu enquadrar os jornalistas e cronistas esportivos mais lidos e ouvidos de Santa Catarina (dói mas é verdade).
Poucas horas depois, ainda se sentindo com o orgulho nos pícaros do Monte Everest, o presidente do Avaí teve que lidar com a fato de que tem à sua volta alguns profissionais administrativos que não serviriam para trabalhar nem em um clube de várzea. Explodiu o caso do contrato de Antônio Carlos, que jogara em Camboriú oficialmente como atleta da Tombense, o Leão da Ilha perdeu seis pontos no tribunal e confirmou a sua não classificação também nos gramados.
Nilton Macedo está sumido. Em outros tempos os vassalos da diretoria, os assessores de imprensa extra-oficiais espalhados nas redes sociais, diriam que o homem está trabalhando em silêncio, com calma, profissionalismo, sigilo empresarial e muito cuidado para manter o Avaí entre os grandes do Estado e do Brasil. Mas o tempo passou e o véu da inocência forçada caiu por terra. O Avaí está largado e o que se sabe é que nada será feito para mudar o estado de vexame continuado.
A única declaração do presidente foi dada ontem para Roberto Alves, por telefone, com uma frase emblemática que escancara as prioridades "desse Avaí" de hoje: "Ano passado o clube estava falido e na série B. Esse ano está com as contas em dia e na série A. Estão reclamando do que?". Tens razão, presidente. Futebol é apenas um detalhe sem a menor importância.

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