Não vale nada, mas vale tudo

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Avaí pré-eliminado, Figueirense pré-classificado, jogo sem importância para efeitos de tabela, mas quem diz que alguém respira nessa cidade? Isso é rivalidade de mais de 90 anos, é desejo insano pela vitória, é redenção ou fundo do poço, é céu ou inferno, isso é clássico.
Mas se alguém tem um pouco mais de interesse no resultado desta partida, esse é o Avaí, que conseguiu "encaixar" uma das campanhas mais patéticas da história em campeonatos estaduais de SC. Por esforço próprio, sem auxílio extra, somou seis pontos em sete rodadas, tem a mesma pontuação do lanterna e tudo se encaminha para que o TJD saque esse saldinho por conta da patacoada com a documentação do zagueiro Antônio Carlos. Um vexame sem precedentes!
O clássico de hoje é a oportunidade de ouro para que jogadores que até agora mostraram apenas incapacidades, deem uma satisfação para a torcida avaiana, já por demais humilhada em sua paixão esportiva. Se mesmo com vitória a comissão técnica, o elenco e o departamento de futebol já estão na berlinda, imagina com mais uma derrota - e logo num clássico - dentro de casa.
Imagino um público entre sete e nove mil pessoas. Um pouco mais, um pouco menos, mas nada que mexa substancialmente na média de público do Delfinzão 2015. Marquinhos está de volta, seus companheiros prometem dar a vida, o adversário vem a fim de jogar a ultima pá de cal no Leão da Ilha, a arbitragem será de Sandro Meira Ricci e podemos ter penetras em alguns espaços azurras.
Como comentado ontem no Twitter, aí vai uma dica aos avaianos: se você observar um grupo "diferente" em algum setor da Ressacada, façam diferente do que fizeram com a gente na final de 2012 no estádio mais torto do mundo: trate-os com respeito. Não precisa ficar amigo, não precisa abraçar, não precisa dividir a água mineral, não precisa desejar boa sorte. Basta deixá-los em PAZ.

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