O Avaí perdeu a sua identidade

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Diferente de uma boa parcela dos torcedores passionais, acho que sei separar o pessoal do profissional, o que os funcionários de um clube postam em seus perfis nas redes sociais. Nesses dias, por exemplo, Chico Lins se viu obrigado a abandonar seu endereço no Twitter por estar sendo vítima dessa confusão que acontece na cabeça de muitas pessoas desavisadas na Web.
Chego numa postagem de Vandrei Bion, Assessor de Comunicação Institucional do Avaí, que em sua página no Facebook comentou as características do que é ser avaiano, uma rápida poesia da qual pinço uma parte, mas que você pode ler na íntegra clicando aqui: "(...) Ser Avaiano é ter calma e paciência para dar a volta por cima e triunfar. Ser Avaiano é não desistir jamais".
Num primeiro momento quis discordar desse arquétipo que apresenta um torcedor racional, quase passivo, um indivíduo esperançoso pela fé redentora, mas acho que no momento estas palavras fazem sentido. Do torcedor ao presidente, o que se percebe é "calma e paciência" até o advento do sucesso. Planejar, pegar junto, fazer acontecer, nada disso: o Avaí perdeu a sua identidade.
Começando por seus dirigentes, passando pelos funcionários onde alguns talvez nem conheçam a sua história, elencos formados sem intimidade com a garra azurra e chegando no próxima partida, onde ninguém sabe que uniforme será usado, hoje o Avaí é um clube que apenas tenta se manter viável. Sobre isso comentei alguma coisa no Twitter e que compartilho com o leitor:
"O que mais preocupa é o Avaí ter perdido a sua identidade. Raça azurra, chegar às finais, camisa pesada, o respeitos dos adversários, títulos. Fora de campo é um clube que tem o amadorismo como cartão de visitas. Dentro, um time que todos sabem que fará seu torcedor se envergonhar. Noto nas outras torcidas ter o Avaí como referência negativa: "Se continuar assim vamos acabar que nem o Avaí." Hoje está tudo errado!". Não sei se exagerei, mas de certa forma concordo com o Vandrei.

2 comentários:

Luís disse...

Gerson,

É impressionante que, mesmo após a vaga na Série A recebida de mão beijada dos caridosos América-MG, Atlético-GO e Boa Esporte e após a abençoada desapropriação de terrenos que possibilitou colocar as finanças em dia, a Diretoria do Avaí não tenha um mínimo de capacidade administrativa para "surfar" a boa onda. É cagada atrás de cagada! É evidente, cristalino, que não conhecem absolutamente nada de futebol, que estão absolutamente perdidos e que não têm sequer competência para montar uma equipe que lhes dê o mínimo respaldo. O Avaí de hoje é um triste faz-de-conta. Desanimador, desalentador...

Mas de tudo o que se passa, por incrível que pareça, eu ainda consigo extrair algo de bom. Reflete comigo: não fossem os caridosos América-MG, Atlético-GO e Boa Esporte, hoje o Avaí estaria na Série B do Brasileiro, com uma receita financeira infinitamente menor e com os mesmos caras que não conseguem fazer algo de bom com R$ 40 milhões de receita tendo que se virar com uns, sei lá, R$ 8 milhões no ano. Se o time já é medíocre tendo caixa, imagina sem caixa. Me arrepio ao pensar em quantos Adriano Chuva, Johan, Edinho, sobrinhos e amigos estariam desfilando suas "categorias" pela Ressacada. Meu Deus! Estamos "lutando" para não cair para a segunda divisão do semi-profissional campeonato catarinense e nos tornarmos, definitivamente, motivo de chacota para torcedores de clubes semi-profissionais e afetos a "jeitinhos". O que nos alenta é que temos a exata noção de que a Série A do Brasileiro é muito para nós (assim como para todos os clubes de Santa Catarina), de tal forma que é absolutamente normal, ao se conseguir o acesso, cair um, dois ou três anos depois de volta para a Série B. Agora, novamente, não fossem as almas caridosas já citadas, estaríamos, aí sim, apavorados com a hipótese - que seria verdadeiramente presente - de cairmos para a Série C do Brasileiro, o que, daí sim, seria o desastre maior. Então, dos males o menor, temos essa metade de ano na Série A e possivelmente o ano inteiro de 2016 ao que tudo indica na Série B, para evitar o mal maior que seria o rebaixamento para a Série C.

Com essa Diretoria de "Roussefs", "Cardozos" e "Rossetos", vindos de outro planeta, o mal maior é questão de tempo. Ainda que o universo conspire a favor (América-MG, Atlético-GO e Boa Esporte), a incompetência é muito grande. Espero que a apaixonada Nação Azurra não acorde tarde desse pesadelo.

Saudações Azurras!

Pablo Antony disse...

Bons tempos era aqueles que nós torcedores do Avaí FC podíamos bater no peito e dizer: nossos adversários podem até nos vencer na qualidade, mas na raça e na vontade jamais seremos superados!!

SDS Avaianas!

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