Sobre vítimas e réus

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Essa imagem de indignação extrema se tornou um viral nas redes sociais. Não conheço o autor da foto, mas ela registra um momento de saco cheio por parte de alguém que utiliza ou reconhece a importância dessa rampa. Mas há o outro lado da moeda: e se o motorista não viu a rampa? Pronto, com essa pergunta o "réu" pode se tornar vítima rapidinho, numa fração de segundos.
Chego a Carlos Arini, que foi colocado na berlinda quando uma nota oficial do clube o apontou como um dos dois responsáveis pelo erro de não registro do zagueiro Antônio Carlos. Seu nome foi retirado da nota, mas só depois que o estrago já estava feito. Mais uma falha de comunicação em um clube pródigo em ser amador justamente nessa área, o que lhe rendeu mais um prejuízo-monstro.
Arini ainda não esqueceu a sua intempestiva demissão em 2012, dois dias após celebrar a conquista do título estadual, por conta de uma parceria com o Corinthians, que o tornava obsoleto para os mega projetos em vista. Retornou nesse ano, ainda não mostrou a que veio, foi condenado a pagar essa multa e enquanto recebia Gilson Kleina na Ressacada, convivia com o fato do vice-presidente e um ex-atleta fazerem o seu trabalho, ambos viajando para negociar com o atacante William.
O Diretor de Futebol já botou a boca no trombone, foi à imprensa declarar o seu desagrado e dá como certo que a culpa pelo caso do contrato e a multa de R$ 4 mil serão revistos. Em tom de mistério disse ainda que "a verdade virá à tona", quem em bom futebolês é o sinal de amnésia coletiva.
E por falar em pichação, as paredes da Ressacada já foram batizadas em 2015. Nesse caso, quem seria o maior culpado? O pichador ou o "motorista do carro azul"? Com a palavra o Conselho Deliberativo e o Departamento de Comunicação do Avaí, esses dois questionados desde 1923.

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