Avaí, de primeira

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Coletiva pós-jogo de Gilson Kleina: "Não tem nada definido. Vai continuar a seriedade, a gente tem que ficar feliz pela produtividade, mas se acharmos que o resultado vai vir ao natural, está enganado. Os dois times vão buscar o resultado e temos um saldo melhor. Mas vamos analisar o Ibirama para a gente se impor e como se postar lá dentro para ter um melhor resultado. A confiança aumenta, mas não tem nada ganho. Seria até desrespeito da minha parte pensar isso.
Terceiro jogo sem sofrer gols
Corrigimos algumas coisas depois do intervalo, a gente se adonou do jogo e fizemos os gols. Quando a gente oscilou, soube marcar. A equipe começa a ter amadurecimento de uma defesa montada e organizada. Futebol não dá para ter controle o tempo todo, mas o importante é ter controle na maior parte do jogo. Então estão todos de parabéns pelo resultado.
Melhora do futebol
Eu entendo que para você extrair as características do nosso elenco, temos que ter um posicionamento da forma que a gente pensa. Se estou com Marquinhos e Renan Oliveira, tenho que ter dois volantes que deem sustentação. Com Anderson e André, sem jogada de linha de fundo, vão ter dificuldade. A gente vê que surtiu algum efeito a aproximação e aí aparece a qualidade.
Gols de jogadores que precisavam de afirmação
O gol é uma alegria do grupo, importante é fazer. A gente fica feliz pelos nomes que marcaram, é um momento importante. O Roberto só trabalhei contra, conhecendo agora, de força, conversei com ele. Na Copa do Brasil ele entrou e ficou um pouco estático, pela condição dele pode ser mais agudo, fazer que o lateral se preocupe. O André é letal na área. Não adianta exigir que ele saia de lá e trabalhar o contra-ataque. É um jogador que cabeceia, faz bem a referência. O Renan Oliveira tem muita qualidade, mas não consegue manter a dinâmica que o futebol de hoje pede. Mas com a bola no pé, acontece algo de diferente. Todo mundo está crescendo e na hora certa, isso é importante.
Contratações
Nesse momento, o maior reforço é resgatar a confiança. Claro que a gente está de olho no mercado, mas está aquecido para todos. Todo mundo está de olho. A diretoria do Avaí está mostrando disposição e temos que tentar errar o menos possível. Às vezes você indica jogador de nome o custo-benefício não é bom. O erro tem que ser pequeno para a equipe ser competitiva. E competitividade está ligada à Série A, qualquer erro é fatal. Temos que fazer um campeonato seguro e com as pretensões pela grandeza do Avaí. Temos que solucionar uma coisa de cada vez. Primeiro a permanência do Avaí e as contratações estamos vendo. Todo mundo quer trazer jogador tarimbado, se der, tudo bem. Se não der, trazer jogadores que vão querer crescer e defender a camisa do Avaí. A gente tem uma forma de trabalhar e está monitorando as situações. Muito se fala que o futebol brasileiro o dinheiro diminuiu. Mas não vejo isso, algumas equipes fazem grandes elencos, gente que tem até quinta opção no elenco e não empresta para fragilizar o adversário.
Característica dos reforços
O Flamengo no ano passado montou a linha de frente do XV de Piracicaba, com o Paulinho. Essa é a característica. Eu gosto de uma equipe agressiva, tanto na frente quanto atrás. Não quero que meu jogador cadenciado corra igual a outro, mas que tenha dinâmica. A gente vê jogadores de grife que não estão rendendo. Se a gente puder trazer um de grife e entender isso e fazer parte do nosso grupo, é ótimo. Aqui temos que ter ambição. Estamos lutando contra o descenso e ninguém está feliz. Mas o Avaí está na primeira divisão, grandes clubes virão aqui, valoriza a marca e o jogador tem que ter esse sentimento. Futebol você contrata pelo passado, não pelo presente. Vamos ter uma equipe com fibra, entrega e o torcedor vai sair satisfeito pela entrega do time".

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