"Eu só penso nessa merda de futebol"

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Ontem comentamos aqui no blog sobre Nereu Martinelli, um raro caso de presidente de clube de futebol brasileiro que comanda a instituição de perto, não terceiriza responsabilidade e conhece o mundo da bola. Ano passado um texto semelhante foi dirigido à Sandro Pallaoro, cartola que também vem fazendo uma gestão de estabilidade na Chapecoense.
Coincidentemente, ontem o senhor Antenor Angeloni, presidente do Criciúma, concedeu mais uma de suas entrevistas coletivas chorosas, colocando-se hora como um salvador da pátria, hora como um abnegado que faz apenas o que pode pelo clube sediado no Heriberto Hulse. O dirigente reconhece que se as coisas não mudarem em breve, e para isso vai tirar cerca de R$ 5 milhões do próprio bolso, periga a equipe não só não poder sonhar com a série A, como ainda cair para a série C.
Desabafou que "No dia inteiro eu só penso nessa merda de futebol, querendo acertar. Acham que eu não quero acertar?". Também se disse decepcionado com a torcida, que "Quando ganha duas ou três partidas eu sou o mais lindo do mundo. Se perde, eu sou uma droga. Verbalmente agridem a gente. Me sinto magoado por tudo o que fizemos. Será que não fizemos nada?".
Ainda sobre a torcida, há alguns anos cantada em verso e prosa pelo próprio Antenor como a mais fantástica de SC, disse que " O ideal é ter mais de 10 mil sócios. Esses 6 mil de agora tem amor pelo clube. Os outros são oportunistas. Esses sócios oportunistas só querem ir quando o time tem chance de ganhar. Por isso que tem que investir, senão é pior".
Moral da história sem fazer muito esforço: 1°. Angeloni tem dinheiro, só pensa em futebol, mas não entende nada de futebol; 2°. Angeloni ainda é do tempo em que o torcedor era visto como torcedor e não como consumidor de entretenimento; 3°. Com esse tipo de mentalidade, o futebol só pode ser considerado uma "merda" mesmo; 4°. O fracasso do Criciúma está mais do que explicado, como também o do Avaí nos últimos anos. Textos da entrevista via Rádio Eldorado. Foto Rádio Difusora.

Um comentário:

Sérgio disse...

Tanto no Avaí quando no Criciúma se acha que o dinheiro do "sócio eventual" é diferente do sócio cativo. E coincidentemente ambos choram com os bolsos vazios.

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