O respeito pela cultura de um clube

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O cartola do momento é Nereu Martinelli, o presidente que pegou um Joinville fora de série e nos últimos anos papou dois títulos nacionais, conquistou o acesso para a série A e agora disputa a final do Campeonato Catarinense. Pelo que leio e ouço do povo do Norte do Estado, duas características lhe sobressaem: conhece o futebol e respeita o JEC em todos os sentidos. A parte do conhecer o futebol é autoexplicável, mas quanto ao respeito pelo seu clube, vamos a um breve exemplo.
Na apresentação de Marcelinho Paraíba, na última sexta-feira, o atacante-celebridade chegou no evento trajando uma bela camisa azul, o que nada tem a ver com as cores do tricolor e ainda remetia a um adversário de peso em SC. Pouco depois, já na mesa da coletiva de imprensa, Marcelinho aparece com outra camisa, agora uma cinza de treino. A explicação para essa mágica o próprio Nereu dá aos 2m45s do vídeo da TV JEC dizendo que "Ele estava com uma camisa azul e mandei tirar".
Na Ressacada, em praticamente todas as apresentações oficiais, é certo que alguém estará vestindo preto. Ainda estamos numa fase embrionária de compreensão da importância da identidade de marca de um clube de futebol, tanto que muitos torcedores afirmam que isso é frescura. Os dirigentes, então, sequer percebem esse traço básico de uma instiruição que se apresenta como profissional.
Em oposição ao pito de Nereu em Marcelinho Paraíba, veio à lembrança o ano de 2011, quando em visita ao Debate Diário da CBN, um assessor do Avaí e o então gerente de futebol Gustavo Mendes presentearam Roberto Alves com uma camisa do... Fluminense. Hoje em dia o desrespeito às tradições do Leão não chega a esse ponto, mas dando um exemplo rápido, quem aí sabe que uniforme o Avaí usará no primeiro clássico pela Copa do Brasil? Eu não sei.

2 comentários:

Bocão - André Budal - disse...

Gerson, o presidente campeão da série C em 2011 era o Márcio Vogelsanger, o Nereu era diretor de futebol. Detalhe apenas.
Conto outros causos que corroboram com o que tu escreveu:

Certa vez o fornecedor de material esportivo fez uma camisa com um vermelho que estava mais para grená. Torcida e diretoria xiaram e foi resolvido bem rápido.

Haviam jogadores e técnicos que usavam bonés e camisetas com seus patrocinadores particulares ao dar entrevistas para TV. A diretoria cortou e definiu que só pode com as roupas que o clube manda. Existe uma cartilha para isso. Hoje não pode nem camisa sem marca nenhuma, tem de ser o uniforme que o clube manda.

Outra vez, um comentarista esportivo muito conhecido e influente aqui em Joinville foi à uma apresentação de novo treinador do Jec com a camisa do corinthians. A torcida reclamou pacas e a diretoria baixou norma dizendo que não pode camisas de outros clubes em eventos ou espaços do Jec.

O mascote do clube, o coelho, era desenhado no escudo do clube às vezes direcionado para a esquerda e outras vezes para direita. A diretoria acabou com isso e definiu que é para a direita. Ainda bem.

Ex-jogadores campeões pelo clube entram de graça nos jogos.

São coisas que muitos pensam ser bobagem, mas são do futebol e têm de ser respeitadas.

Abraço!

Sergio Nativo disse...

Não torço pelo JEC, mas gosto da atitude de seu presidente.

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