Avaí deixa de receber 50 Leônibus

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Talvez seja uma preocupação desnecessária ou um mero cacoete da profissão, mas quando o assunto é Avaí, continuo com um olho no padre e outro na missa. O padre seria o time, a comissão técnica, enfim, todas as pessoas responsáveis pelo que realmente interessa no mundo do futebol: o futebol. Já a missa, seria a estrutura que permite a toda essa engrenagem funcionar saudavelmente.
Ando tenso com as medidas de saneamento financeiro que Nilton Macedo prometeu e até agora não realizou, o que pode trazer sérios dissabores na temporada. Falar que há um planejamento, nesse canto de sereia ninguém cai mais, então é preciso apresentar atitudes de gestão profissional.
Já comentamos aqui que o presidente não cumpriu sua promessa de enxugar o quadro de 150 funcionários, mas ao contrário e segundo a imprensa, o elevou para 250. Inchaço também sentido no elenco, que do número ideal de 27, hoje já são mais de 40 agarrados na folha de pagamento.
Na outra ponta do equilíbrio financeiro, o da captação de recursos, fora os R$ 20 milhões de cotas de TV da Globo, pouca coisa se esgravatou em termos de negócios rentáveis. Enquanto a Chape renova com a Caixa os próximos seis meses no valor de R$ 2,3 milhões e o time do Wilfredo papa R$ 3 milhões, na semana que vem o Avaí completa um ano e meio sem um logotipão em sua camisa.
Colocando esse prejuízo em números, se nesses 18 meses o Avaí tivesse recebido em patrocínio o mesmo que o rival (R$ 6 milhões), poderia ter comprado uma frota de 50 Leônibus, ano e modelo como o que acaba de ser adquirido. Já disse e repito, que os deuses do futebol não permitam que se atrase salários. Todos sabem que esse "pecado" tem um preço certo e amargo. Foto Jamira Furlani

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