Dá trabalho ser transparente

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Dá trabalho comparecer a uma reunião do Conselho Deliberativo para explicar o paradeiro da parceria com o grupo Jinggong que em junho completa um ano de idade desde seu anúncio púbere. Mesma data de aniversário do patrocínio com a ICT, que perambulou na camisa do Avaí por três meses, deixou um débito de R$ 1,5 milhão e que até agora não se sabe se está sendo executada.
Dá trabalho falar sobre as responsabilidades e punições aos envolvidos no caso do contrato não registrado do zagueiro Antônio Carlos, que fez o clube perder seis pontos, o jogou no quadrangular da rabeira precipitadamente e causou prejuízos avaliados em cerca de R$ 1 milhão. Mais trabalhoso é elucidar o mistério de três notas oficiais seguidas, uma dando os nomes desses funcionários esquecidinhos, outra tirando seus nomes e outra afirmando que são a última bolacha do pacote.
Dá trabalho encontrar um Conselho Deliberativo zeloso, independente e com senso de responsabilidade para fazer questionamentos como esses quando diante do "dono dos bois". O silêncio e a passividade, pelo bem de todos e felicidade geral de uma pequena nação que não costuma ultrapassar os 10% de quórum nestes encontros pró-forma, isso foi fácil praticar.
Curioso pela colocação do Avaí no próximo ranking de transparência dos clubes brasileiros. Será que terá apoio unânime do Conselho Deliberativo? Se o Avaí não ficar entre os top 20 ou der muito trabalho se posicionar, acho que sim. Nilton Macedo e Alessandro Abreu - Foto de Caio Figueiredo

Um comentário:

Paulo Damian disse...

Quem é este cara de preto?

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