O desafio para os dirigentes pobres

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Ficamos preocupados em saber que o relativamente disputado Campeonato Brasileiro da série A corre o risco de se espanholizar e ver a partir do ano que vem não mais que cinco times lutarem pelo título e Libertadores. As futuras cotas de TV que acenam com R$ 170 milhões para Flamengo e Corinthians, bem mais que os R$ 100 milhões de São Paulo, Palmeiras e Vasco, certamente tirarão muito da graça de uma competição que ainda atrai a atenção dos torcedores em geral.
Mas o que dizer da distância para equipes de menor porte, como Avaí, Figueirense, Joinville e Chapecoense, que terão que se contentar com algo entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões? Embora essa diferença de até 700% seja facilmente explicável pelo potencial de audiência (Flamengo e Corinthians têm cada um 30 milhões de adeptos e os quatro catarinenses, no máximo, 500 mil), há um risco de desinteresse generalizado por parte do total de brasileiros antenados no futebol nacional.
Nesse cenário a ser piorado a partir de 2016, fica a dica para os dirigentes dos "clubes pobres" que mesmo assim desejarão ser bravamente competitivos: terão que ser melhores, mais criativos, mais econômicos, mais formadores de atletas, enfim, gestores mais eficientes e eficazes que seus pares ricos do Sudeste e Sul do Brasil. Margem próxima do zero em termos de erros de planejamento estratégico. Esquecer de registrar contrato de jogador, então, nem pensar, companheiros!

2 comentários:

Pablo Antony disse...

Olhando pra esta foto fico pensando...
A chance de um time pequeno se dar bem no Brasileirão é a mesma que o dono do fusca tem de pegar a gostosona da faculdade que dá bola para cara carrão!

Andrey® disse...

O Alex, ex Coxa, já tinha mandado esse recado faz uns 2 anos: quem manda no brasileirao é o PlimPlim...ta ai a prova! O resultado a médio prazo será o esvaziamento dos interessados pelo futebol.

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