O futebol que some nos noticiários

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O mundo inteiro, via TV ou internet, havia se maravilhado com a festa da torcida na entrada de Boca e River na Bombonera na semana passada, clássico que valia a classificação para as quartas de final da Libertadores. Mas como toda obra de arte, frágil que é, bastou um frasco de gás tóxico para que um espetáculo do futebol fosse parar também nas páginas policiais. Uma infeliz orgia midiática.
Ocorrências policiais vendem, essa é uma máxima da comunicação contemporânea. Por responsabilidade informativa ou mera busca de audiência fácil, o grande legado do último clássico Avaí versus Figueirense é uma equação de nos causar vergonha: profissionalismo - (maqueiro mal educado + volante nervosinho + técnico soberbo + atacante problemático) = confusão extra-campo.
Hoje se discute se Argel merecia ter levado um soco após a partida. Medimos argumentos sobre quem é mais desajustado, o brigão Eduardo Costa ou o invocado França. Ainda tem a disputa pelas manchetes dos noticiários, se com panos quentes para o pessoal do Scarpelli ou da Ressacada. E que bonito pra nossa cara, que escolhemos entrar de claque nesse circo tolo. Foto Jornal Norte Sul

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