Identidade incerta num infeliz aniversário

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Antes do início de Coritiba e Avaí do último domingo, alguns torcedores já manifestavam o seu desagrado por mais um ajuntamento de peças soltas para formar um "uniforme oficial". Desta vez entrava no gramado do Couto Pereira a camisa dos 91 anos do ano passado, o calção branco que tem sido usado no uniforme 1, com uma meia azul calcinha listrada à lá Paysandu de Belém.
É bom salientar que o atual estatuto não é claro sobre como seria o uniforme oficial do Avaí. O Art. 88 diz que as cores do clube são azul celeste e branco, com o Art. 92 dispondo que "Os uniformes poderão ser compostos das mais variadas formas, desde que neles constem, sempre, as cores azul celeste e branco, prevalecendo, indiferentemente uma sobre a outra e em qualquer disposição".
O problema é que hoje nem o avaiano e muito menos os torcedores e imprensa do restante do Brasil conseguem identificar o Avaí quando surge num estádio ou na tela da TV. Não há um padrão. Por descuido institucional e um bumba-meu-boi em identidade visual, ninguém pode afirmar que neste domingo foi cometido algum pecado com um dos seus símbolos sagrados, o uniforme oficial.
Então ficamos assim: questionar as cores da camisa do Avaí é frescura. Reclamar do não uso do manto n° 1 (?) na Ressacada é frescura. Usar um banner de entrevistas de dois anos atrás e sem os atuais patrocinadores é frescura. Não gostar que dirigentes e atletas apareçam de preto em eventos oficiais é frescura. Querer uma camisa que não seja torta e com escudo desalinhado é frescura.
O problema é que juntando todas essa frescuras, hoje o Avaí completa um ano de assinatura de patrocínio com a ICT sem jamais ter recebido um tostão. Como já dito, acrescente uma gestão confusa a esses deslizes "sem importância" e você terá a resposta para 18 meses sem patrocínio master na camisa que antigamente tinha ao menos uma identidade fixa. " Arte sobre foto de Jamira Furlani

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