O marketing ofensivo no futebol

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O publicitário Marcelo Passos assumiu há dois meses a diretoria de marketing do Corinthians. Pode parecer que o clube, que tem uma das maiores torcidas do país, está garantido quando o assunto é engajamento. Mas Passos afirma que tem muito trabalho a fazer. “Eu tenho 30 milhões de corinthianos no país, mas em um jogo na Arena vão 40 mil. Preciso me comunicar com o resto da torcida, tornar a marca mais próxima. E também quero ampliar esse número de torcedores”.
(...)  A longo prazo, Passos quer internacionalizar o time. Ele dá como exemplo o Barcelona, que tem uma torcida enorme dentro e fora de casa. Ainda olhando o exemplo da Europa, ele acredita que é preciso criar no torcedor brasileiro uma mentalidade mais parecida com a dos países do outro lado do Atlântico. “Ele precisa querer ajudar o clube mesmo sem ir ao estádio”, afirma. Para isso, claro, é preciso oferecer experiências além da Arena.
Passos defende que não é só uma boa atuação do time de futebol que ajuda a alavancar as ações da equipe de marketing - o contrário também é verdadeiro. “Para contratar um jogador bom, precisa gerar receita. Para gerar receita, tem que construir marca”, afirma. “O marketing no futebol tem que deixar de ser passivo para ser ofensivo. Tem que colocar projetos na rua”.
Para aumentar a produtividade da equipe, o novo diretor reestruturou a diretoria. Ele colocou quatro gerentes, um focado em planejamento, um responsável por vendas, um responsável por entrega e ativação e o quarto para cuidar das redes sociais “É um modelo mais horizontalizado, que dá mais eficiência e velocidade”. Matéria editada via Época Negócios

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