O modo fast food de fazer futebol

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Há dois dias comentamos aqui a demissão do técnico Marcelo Oliveira, do Cruzeiro, sozinho na coletiva de imprensa, depois de ter conquistado o Bi-Brasileiro e um Mineiro invicto. Para o seu lugar a Raposa trouxe Vanderlei Luxemburgo, que há 11 anos não sabe o que é levantar um caneco.
Ontem foi a vez do Joinville, um cabaço na série A, decidir que Hemerson Maria não serve para seu projeto de evitar a queda nesse ano. Mas serviu para conquistar o título da Série B do ano passado, o que garantiu o acesso, mais um vice no Delfinzão de 2014 e o título estadual da temporada 2015. E tal qual Marcelo Oliveira, na despedida de hoje MAria estava sozinho na sala de imprensa em Joinville.
Acompanhando tanta "estupideza", bateu aquela vontade de crucificar as diretorias desses clubes que aparentam não ter a menor noção da palavra planejamento. Mas a vontade de criticá-las passou rapidinho quando um levantamento do Seleção SporTV mostrou que Avaí e Atlético-PR foram os clubes da Série A que mais trocaram de técnicos na última década.
Cada um teve 29 mudanças desde 2006, média de quase três treinadores por ano, com uma "regularidade" que escancara o modo fast food de fazer futebol. Na sequência seguem Sport (26 trocas), Joinville (24), Vasco, Ponte Preta, Figão (23), Fla (22) e Flu (21). Foto Gabriel Fronzi

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