Ousadia em tempos distintos

|
Ainda durante a partida de ontem não foram poucos os avaianos tecendo críticas ao estilo de jogo retranqueiro proposto por Gilson Kleina. Como comentamos aqui mesmo após a partida, não era o caso de repetir a bobagem diante do Galo e partir pra cima sem medo de ser feliz. O Avaí não tem time e elenco para encarar os grandes do futebol brasileiro de peito aberto, isso é fato, então um pouquinho de cautela não vai fazer mal a ninguém pelas bandas do nosso Sul da Ilha.
Nas entrevistas pós-jogo, técnico e jogadores avaianos exaltaram a ousadia no Morumbi. Mas quero crer que isso seja válido para o segundo tempo, quando realmente se acreditou que era possível, sim, não apenas não sair derrotado de São Paulo, mas também com alguma coisa na bagagem. Kleina foi feliz nas substituições, indo no caminho inverso do professor Juan Carlos Osorio (que meteu três zagueiros para segurar o magro 1x0) e descolou um importante empate já no apagar das luzes.
O Avaí não é nenhuma sumida futebolística na série A, não está jogando o fino da bola, ainda busca sua melhor formação jogo a jogo, mas vem mantendo a regularidade que costuma ser fundamental para os que não querem voltar a jogar nas cidades do interior desse imenso Brasil. São 12 pontos somados em 24 disputados, com um rendimento de 50% que projeta um campeonato não tão perturbador como em anos anteriores. Que isso se confirme até dezembro. Foto Marcos Ribolli

Nenhum comentário:

Postar um comentário