Quando mais pessoas é secundário

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E muitos avaianos chateados com o público de 11.221 para assistir Avaí e Grêmio no sábado. Faz sentido, as duas coisas, tanto se esperar mais espectadores de uma partida entre dois clubes com milhares de torcedores em Florianópolis, como entender que esse número está dentro do esperado para toda a temporada na bela Ressacada. Ainda assim a média (acima) está boa no Brasileirão.
Não que a campanha do Avaí seja ruim ou que a paixão tenha amornado, mas o aumento de até 100% nos valores de ingressos e de mensalidades para novos sócios com vistas à série A deu o tom do público que o clube não teria no segundo semestre. Isso é básico, vemos acontecer desde 2010 e não penso em repetir toda a ladainha já por demais comentada aqui no blog há cinco anos.
Lembro que no Estadual desse ano, com uma das piores campanhas de sua história, o Avaí fechou a fase de classificação como a segunda maior média de público do campeonato, 6.264 por jogo, superado apenas pelo Joinville. Havia uma clara tendência de retorno dos avaianos menos assíduos para "casa", mas os dirigentes brasileiros não conseguem enxergar e incentivar esse movimento.
A bem da verdade, com sua visão limitada de negócios, nossos cartolas estão agora na Ressacada felizes dedilhando os R$ 305.930 de renda de sábado. Dinheiro vivo no caixa, mesmo sendo menos do que poderia ter sido, "isso é o que importa". Mais pessoas pagando ingressos, comprando na loja, consumindo alimentação e voltando no próximo jogo? Isso não é urgente, portanto, é secundário.

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