William, a memória emocional venceu

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Emerson, Eltinho, Eduardo Costa, Marquinhos, Anderson Lopes, Roberto, William, enfim, não será por falta de atletas identificados com o clube que o Avaí terá problemas daqui pra frente. Pode faltar um elenco mais encorpado, um time mais qualificado, mas identificação com a causa azurra, não.
E é nesse contexto que chega William, que têm contra si o fato de vir da segunda divisão, onde ocupava o banco de reservas e estar acima do peso. Cansado de ser mandado embora pela torcida do Ceará, quis o "Senhor" mostrar o caminho da Ressacada para o atacante-atacante Batoré.
Lembro de seu poder de decisão, mas também dos muitos "leilões" pelo qual fez o Avaí passar. A direção tentou à exaustão repatriar esse "filho ingrato", uma espécie de obsessão populista, mas finalmente conseguiu. Foi a vitória da memória emocional sobre os dados éticos e estatísticos.
Mas tal como é com qualquer um que vista essa camisa, desde já estamos todos torcendo para que se torne artilheiro da série A e que receba a Bola de Ouro da CBF e da FIFA. Que emagreça, que pegue ritmo, que obedeça as determinações táticas da equipe, que honre seu salário, que não ponha Deus nos seus discursos e que seja feliz. Não é nada pessoal, são apenas negócios. Foto Flávio Neves

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