Com dificuldades, mas fazendo bonito

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Essa frase em maio do ano passado deu o que falar, até porque era verdadeira. Numa coletiva, Marquinhos resolveu tocar numa das maiores "feridas" do Avaí, a ineficiência das suas categorias de base, que não conseguia revelar um mísero atleta que fosse para o time principal. Na sequência, Chico Lins fez um convite aberto aos torcedores em geral "para falarmos sobre a base do Avaí".
Três torcedores compareceram (aqui), o que permitiu saber da direção como funcionam os trabalhos da base. Ao longo das quase 4h de sabatina com Diogo Fernandes, Coordenador das Categorias de Base, Flávio Roberto, Coordenador Técnico e Chico Lins, Gerente de Futebol, todas as perguntas foram respondidas sem rodeios, o que nos fez entender uma realidade bem diferente daquela que chegava aos ouvidos por meio da imprensa e até mesmo da comunicação truncada do clube.
Em meio à colheita do que Nilton Macedo chamou "legado inestimável", onde se incluem graves problemas de ordem financeira, o Avaí ainda não consegue ter tempo suficiente para formar sua gurizada e esperar que cheguem até a categoria profissional. Está acontecendo com um e outro, mas boa parte ainda precisa ser negociada de forma precoce para que o clube equilibre seu caixa.
Muitos já foram fatiados entre empresários e investidores, mas acredito que o clube caminha para uma situação de saúde dinheirística e independência estrutural para fazer barba, cabelo e bigode com essa gurizada que há anos vem conquistando títulos e revelando atletas para o Avaí.
A situação hoje está melhor, principalmente em função do advento série A, com seus dividendos mais encorpados em termos de cotas de TV e renda nas bilheterias. Marquinhos certamente está mais tranquilo. Para quem desejar fuçar mais uma vez o resultado do encontro citado acima, basta clicar aqui e entender um pouco melhor as razões desses sucessos e dificuldades da base avaiana.

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