Kleina e a sua tempestade no deserto

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O enredo da derrota de ontem do Avaí diante do Palmeiras por 3x0 já está se tornando lugar-comum nas crônicas pós-jogo de jornalistas e pitaqueiros online em geral: tomar um gol bobo antes dos primeiros 10min, voltar melhor para o segundo tempo, criar algumas oportunidades, não convertê-las em gol e sair de campo sem a vitória. Foi assim nas últimas seis rodadas, com apenas três pontos ganhos, o menor rendimento entre todos os 20 integrantes da série A.
Vagner alterna boas defesas com erros infantis. Jéci e Emerson não estão conseguindo segurar o rojão. Claudinei foi mais uma invenção nosso estimado professor. Renan Oliveira cria menos que uma perna de Marquinhos. Rômulo, Roberto, Anderson Lopes e o gordo William são muito esforçadinhos. Nino Paraíba e Renan vão se destacando no deserto de qualidade do elenco avaiano.
E por falar em aridez técnica, está cada vez mais difícil ouvir as entrevistas de Gilson Kleina. Ontem, por exemplo, comemorou o retorno de Renan Oliveira por ter ganho mais um jogador (?). Estava orgulhoso de ter imprensado o Palmeiras (?) nos primeiros 25min da etapa final, sinal de que tinha encontrado a receita para o time e que está no caminho certo (?). Sobre o momento no campeonato, "estamos passando por uma tempestade". Pelo jeito, tempestade de areia nos olhos.

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