Um campeonato de pouco valor

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Com sete meses de antecedência já podemos profetizar as reclamações que surgirão de clubes e torcedores quanto aos valores de cotas de TV para o Delfinzão 2016. Os valores desta temporada deverão ter um acréscimo de uns 10%, com os "grandes" passando a receber algo como R$ 500 mil por todo o campeonato. Os olhos comparativos se voltarão para os "pequenos" do RS, que devem receber no mínimo o dobro disso e a gritaria choraminguenta mais uma vez será generalizada.
Esse já foi um assunto debatido aqui, apontando as diferenças gritantes entre os mercados de SC e RS, onde os gaúchos possuem, só para início de conversa, quase 2x a população e o PIB dos catarinas. E tudo só "piora" quando o fator engajamento é levado em conta na tabela de valores.
Uma pesquisa de 2011 revelou que nas regiões metropolitanas de Florianópolis (800 mil), apenas 49% dos avaianos e alvinegros se permitem seduzir pela competição. Já na Grande Porto Alegre (4 milhões), 98% dos gremistas e colorados não pensam duas vezes para meter a cara na TV e o ouvido no rádio para acompanhar suas equipes. Há outros métricas envolvidas, mas fiquemos só nessas.
Voltando pra cá, ainda temos a baixa média de público do Campeonato Catarinense, seguida da pouca audiência nas rádios, TV's e jornais (as demissões não param), somados agora aos reflexos de toda lambança amadora que a direção do Joinville causou no maior evento esportivo do Estado.
Fechando com "chave de ouro", SC se torna destaque nacional pelo roubo de uma taça em forma de tampa de pepinos em conserva. Pergunto: quanto sua empresa investiria no Delfinzão 2016? Aliás, ela teria coragem de investir alguma coisa? Pense nisso. Fontes: IBGE, Ibope, Lupi & Associados, Pluri Consultoria

Um comentário:

Paulo disse...

A lambança maior quem fez foi FCF que gera nao tem capacidade de gerar uma súmula com jogadores em situação regular com aquela entidade.....estamos na era da informação faz um bom tempo.....e viva a Alemanha....

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