Gestão financeira vs Gestão do futebol

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Caminhando para seu segundo ano de mandato, o perfil de Nilton Macedo já não é mais uma caixa preta para os torcedores. Mesmo enxergando o seu jeitão de administrar aqui do lado de fora, defeitos e virtudes mais salientes já são de conhecimento público. E duas destas virtudes, certamente não são os conhecimentos sobre gestão do futebol e a arte de levantar verbas extras para o orçamento.
Caminhando também para o segundo ano sem conseguir seduzir uma empresa para ser a patrocinadora master da camisa do Avaí, o que na prática significa pelo menos R$ 4 milhões anuais deixam de entrar no caixa da Ressacada, era sabido que uma hora a incapacidade financeira mostraria sua carranca no sempre muito difícil Campeonato Brasileiro. E mostrou ontem.
Nilton Macedo disse que apesar da necessidade evidenciada nos gramados (gols, no caso), o clube não tem espaço orçamentário para trazer mais um atacante. Resumindo, mais um salário de R$ 50 mil e a saúde financeira da instituição corre o risco de entrar em colapso (brando, queremos crer).
É aqui que se encontram o deconhecimento da gestão do futebol com a dificuldade de capitalizar recursos. Ao mesmo tempo em que ouvimos essa declaração "pés no chão" sobre a impossibilidade de contratação de um atleta fundamental, uma rápida visita ao site oficial nos informa que nada menos oito volantes e nove laterais fazem parte da folha de pagamento. Assim fica complicado mesmo.

2 comentários:

Unknown disse...

Ainda somos refens dos empresarios, aposto que até alguns jogadores da base estão meio amarrados.

GeorgeAB disse...

Pois é, e segundo a "internet", o salário do Kleina é de R$ 180 mil. Loucura? Fonte: https://esportes.yahoo.com/blogs/jorge-nicola/tecnico-do-santos-e-o-mais-barato-da-serie-a-112028657.html

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