O planejamento que micou

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No futebol, o gol é o único número que a gente gosta de prestar atenção e contabilizar. Até há um interesse naqueles que dizem respeito ao público nos estádios e quanto o clube vai receber com aquele patrocínio, mas nada que se compare ao montante de redes balançando a cada 90min.
Por isso chama a atenção o Avaí ter a segunda zaga mais vazada (24) e, ao mesmo tempo, um ataque com menos de um gol por partida (16). São números que apontam para as deficiências no setor defensivo e "matadores" pouco efetivos na missão de ajudar na soma de pontos no campeonato.
Marquinhos, Anderson Lopes se lesionaram e vão retornar aos poucos. William passou por cirurgia e vai levar um bom tempo para ficar à disposição de Gilson Kleina. Imediatamente pensamos que o clube irá ao mercado em busca de solução. Não, não irá, pois segundo Nilton Macedo o Avaí já passou dos limites no quesito contratações versus equilíbrio da folha de pagamento.
Olhando rapidamente o quadro acima, descobrimos como essa situação de aperto financeiro foi mais uma vez alcançada. Se ali temos uns (deixa ver) 12 jogadores a mais do que o necessários caso as contratações fossem mais criteriosas, e se a média salarial for de R$ 30 mil, chegamos a hipotéticos e respeitáveis R$ 360 mil sendo desperdiçados todos os meses na Ressacada.
Como se pode mais uma vez perceber com facilidade, a palavra planejamento, sempre cantada em verso e prosa ali por novembro de cada ano, novamente não vai sendo aplicada em uma temporada, façanha que parece permear todos os clubes brasileiros. A "Política pés no chão" micou pra valer.

2 comentários:

Unknown disse...

Tem uns ai que nunca jogaram, nem tiveram chance, ja outros, como o Renan Oliveira, sempre tem vaga mesmo nao jogando nada.... engraçado né...

George Porto disse...

12? Tás muito bonzinho! Contei 20 pra mandar embora!

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