Calça de veludo ou adeus tia chica

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Não foram poucas as vezes nesse campeonato que o Avaí esteve entre a "vida e a morte". Essa é a rotina de uma equipe que chegou com uma campanha ridícula no Catarinense, onde lutou para não cair, não se reforçou suficientemente bem, agregou várias apostas e/ou atletas eficientes num passado distante, e agora tem que fazer das tripas coração para não abraçar a segundona.
Felizmente o Palmeiras optou por uma equipe mista para o confronto desta noite, numa Ressacada com gramado que todos temem saltar em leivas abundantes. Louvado seja a prioridade que os paulistas estão dedicando à semifinal da Copa do Brasil, então só resta a Gilson "Eu gosto de empate" Kleina injetar tesão pela vitória em seu grupo um tanto quanto financeiramente desanimado.
Apesar da promoção de ingressos a R$ 30 o público esperado pela direção do clube não será atingido. Ouvi a entrevista do Coordenador de Marketing azurra, onde dizia da expectativa de esgotar os 17.800 ingressos à venda, o que representaria 100% da lotação do estádio. Bem menos passional e positivista, se der 10 mil pode soltar fogos de artifício para celebrar a graça alcançada.
Vencer é urgente e obrigatório ao Leão da Ilha. Não há meio termo. O Avaí está coladinho na zona de rebaixamento e não fazer três pontos hoje pode significar o primeiro passo para o "bumbum de fora" da série A 2016. Nem a tia chica vai querer esperar até a 38ª rodada.

3 comentários:

Unknown disse...

Bom dia. Pô, se gosta de empate porque tirou Eduardo Neto, que não é nehhum craque, em Recife, esvaziando meio de campo e deixando o Eltinho velhinho sem bengala. Contra o Vasco e Coritiba, afora outros, sempre a mesma coisa, sempre experimentando, nunca consistente, André Lima é jpgador de segundo tempo, o time do vizinho do estreito tem mais personalidade quando joga fora, entonces, tamus ferrados, como sempre esta agonia pros torcedores. Abraços Vadico

Unknown disse...

Adeus tia chica. Defesa mais vazada e o técnico não varia nem com jogador da base. Escala dois centroavantes e isola o coitado do Marquinhos, pô, ópera logo e dá um descanso prá ele. A vaca já tá indo PRI brejo com sino , bezerro, técnico e tudo. Inclusive os q planejaram isto. Triste.

Gilberto disse...

A queda para a Série B, em si, não é o fim do mundo. Até porque qualquer avaiano CONSCIENTE sabe que é difícil permanecer na elite. Ponto. O problema, o que revolta, o que desanima, é que a gente não vê a Diretoria tomar as decisões corretas, ou pelo menos ouvir opiniões diferentes. Fecha-se em quatro portas e não ouve ninguém. Acha que sabe tudo. É evidente que não vai acertar sempre, mas dois anos seguidos no quadrangular da morte do Estadual, o eterno problema de salários atrasados, a escalação de jogador irregular, as promessas de campanha (mudança de estatuto, redução da atuação de empresários, valorização da base, redução dos aspones, comitê gestor etc.), essas coisas deixam o torcedor revoltado. Hoje o Avaí perdeu porque o time é limitado, errou em vários lances capitais e enfrentou um time bem mais qualificado. Simples. E compreensível.

O que não dá é o torcedor ver claramente a falta de um projeto, de um planejamento. Faz 15 anos que o avaiano CONSCIENTE constata que a gestão do clube é absolutamente amadora, desenvolvida apenas na base da emoção, sem qualquer estratégia, achando que o mantra "esse Avaí faz coisa" vai resolver. Não vai! Se quando há organização, planejamento e decisões acertadas já não é garantia de sucesso, imagina quando não há esses requisitos BÁSICOS...

É até possível que o Avaí permaneça na Série A, e todos os críticos dessa Diretoria - inclusive eu -, vão torcer alucinadamente para isso, mas é complicado. A verdade é essa. A gente torce, reza, renova as esperanças a cada vitória, mas no fundo, lá no fundo, nós nunca temos confiança, nós nunca sentimos segurança. Nunca! E isso cansa. Cansa muito.

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