Ei Avaí, te levanta, porra!

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A direção instalou elevadores, pintou a Ressacada, trocou o "pasto" das grandes áreas, fez promoção de ingressos, chamadas chorosas pelas redes sociais, mas parece que nada disso vem surtindo efeito positivo no futebol praticado em campo. O item mais importante para os boleiros, o salário em dia, esse não está tendo o mesmo capricho por parte dos cartolas azurras, então é bom o torcedor relativizar todas as benfeitorias estruturais e mercadológicas até aqui implantadas.
As frases pré-escatológicas também já começaram a ser proferidas nas entrevistas coletivas. "Eu acredito; Não tem nada perdido; Só depende de nós; Vamos mexer na equipe" e a melhor de todas, "Estamos perdendo para nós mesmos", o que afasta o constrangimento de se assumir uma derrota para a equipe mista do Palmeiras, por exemplo. Nada que não tenhamos visto e ouvido antes, tudo o que costuma maquiar as atitudes sérias e profissionais que não estão sendo tomadas.
Fato é que apesar de tudo e ainda que com a mesma pontuação do primeiro dos últimos dos moicanos, o Avaí conseguiu terminar a 33ª rodada fora da zona de rebaixamento. O próximo compromisso é no domingo, diante da Chape, no estádio da prefeitura de Chapecó. Se até lá a rapaziada não receber o mês de agosto, a derrota é praticamente uma sentença programada.
Já conhecemos essa novela mexicana, o seu enredo de jogos de cenas burlescos e, principalmente, o que acontece no capítulo final. Ou se estanca esse modelo de con-ti-nu-i-da-de derrotista ou os assessores de imprensa terão trabalho redobrado até a 38ª rodada. E sim, não tem nada perdido, só depende de nós (direção, elenco, comissão técnica e torcida), mexam no time e aí, obviamente, será possível acreditar e se levantar dessa pasmaceira no campeonato. Foto Charles Guerra

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