Interiorização da marca, não tá rolando

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Quem compraria uma camisa de futebol com vacas pastando? À princípio, ninguém, nem os moradores do município que ela homenageia, o que não impede de estarem à venda por R$ 140 e fazerem os dirigentes acreditar que com ela se pode influenciar torcedores do interior de SC.
Independente de ser uma ação simpática e criativa - não essa camisa das vacas, mas todo o projeto - temos que recorrer aos poucos números que temos em mãos para analisar a eficácia das estratégias de aproximação do Avaí em relação àqueles que são prospectados como fãs em potencial.
Vimos através do Mapa das Curtidas dos Clubes criado pelo Globo Esporte e o Facebook - um "instantâneo" de preferência de cada equipe nas redes sociais de SC - que a concentração dos likes azurras se dá na Grande Florianópolis, com alguns focos em cidades distantes. Proporcionalmente, a Capital fica na quarta colocação, atrás de Santo Amaro, Palhoça e Biguaçu.
Um dado que não comentamos à época da publicação desse post, é que o Avaí não é o mais curtido em nenhuma das 50 cidades pesquisadas. É o segundo em 14 municípios, terceiro em um e quarto em outros três deles. Ou seja, a única ação de interiorização da marca do clube não está atingindo o objetivo, pelo menos entre o público consumidor que acompanha futebol de longe e pela internet.
Essas homenagens são uma boa iniciativa, mas sem um projeto consistente e continuado junto aos municípios, nenhum fruto prático será efetivamente colhido. Se a Ressacada já não tem mais o mesmo público de antes, se as lojas vendem menos e a carteira de sócios-torcedores não passa dos 10 mil, é importante que se reavalie seriamente as ações e verbas do Depto de Marketing do clube.

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