Tinha que chamar o torcedor

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No início do ano a diretoria reuniu torcedores para um batepapo, numa tentativa de reaproximação após a besteira do século, colocada em prática a partir de 2010, com a política de preços à lá Europa. Com ingressos na casa dos R$ 30, houve a promessa de não reajuste para a série A.
Mas como no futebol uma verdade não dura uma hora, às vésperas do Brasileirão o ticket mínimo foi elevado para R$ 60. A desculpa é a de que a CBF não permitia valores abaixo dos R$ 40, o que foi desmentido na sequência, com vários clubes praticando até R$ 20 por partida.
Sabendo da importância do confronto com o Vasco, o sempre pouco convicto Nilton Macedo resolveu trazer os valores para os patamares do Catarinense a fim de chamar o "plano B" de volta para as arquibancadas. O plano A, se o leitor ainda não se apercebeu, é pagar valores acima de cinco dígitos para os protagonistas da bola, mesmo aqueles com status de meras "apostas".
Com o Avaí a um ponto do Z4, a preocupação é grande no Sul da Ilha. E nem poderia ser de outro modo. Com a água batendo na bunda, não sobra espaço para orgulho e respeito ao pretenso planejamento financeiro. Tem que chamar o torcedor, tem que baixar o preço, tem que lotar a Ressacada. Vencer o Vasco é fundamental para as pretensões do Leão da Ilha. Foto Jamira Furlani

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