Avaí, de primeira

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Vestiário derrubou Kleina - O relato dos bastidores da queda de Gilson Kleina. Uma reunião no final da tarde entre os jogadores e a dupla do departamento de Futebol do Avaí - Carlos Arini e Chico Lins - determinou a queda do técnico Gilson Kleina. Foi uma conversa dura nas cobranças, aberta na franqueza dos dois lados, e forte em termos de determinação, principalmente dos jogadores.
Tudo caminhava para o final da conversa - somente cobranças e no comprometimento de lado a lado - quando os jogadores surpreenderam. Os líderes de grupo assumiram a responsabilidade e, numa decisão unânime, solicitaram a saída do treinador. Surpreendidos, mas convencidos pela força da manifestação dos atletas, Arini e Chico levaram a decisão à diretoria, que não teve outra escolha.
Decisão correta
É um posicionamento do grupo que, de certa forma, subverte a ordem das coisas em termos de hierarquia, mas que joga a responsabilidade absoluta do destino do Avaí nas costas dos atletas. Quando o técnico perde o comando do vestiário, não há mais o que fazer. O prazo de validade do técnico Gilson Kleina já tinha acabado mesmo. Ficou claro pelas barbeiragens das últimas partidas, com equívocos graves de escalação e o grupo não estava mais com ele nas respostas. Kleina, na verdade, sobreviveu nas últimas partidas. Era o técnico de corpo presente, mas não estava mais com a força necessária para comandar o Avaí no desafio da permanência.
O desafio de Raul Cabral
Raul Cabral será o novo comandante. É um profissional capaz e inteligente para fazer a leitura da ação tomada pelos jogadores do Avaí e para saber trabalhar com as lideranças nesta responsabilidade grande que foi assumida. Não é Raul Cabral o salvador do Avaí. A responsabilidade de deixar o time na Série A está, mais do que nunca, com os jogadores. Avaí ainda corre sérios riscos, mas acredito que o ambiente vai ser outro a partir de agora. A força do vestiário apareceu! É o que tem que ir para campo. Por Rodrigo Faraco

3 comentários:

Pablo Antony disse...

Sei não. Até ontem o presidente afirmava que Kleina seria o técnico até o fim do ano. De repente vem a notícia. Está me cheirando mais à entrega de cargo do que de demissão por parte do Avaí.

Rafael Silva disse...

Concordo com as palavras do Pablo e digo mais, acredito que o Avaí mais uma vez realizou o desligamento na "amizade".

Entretanto estou muito mais confiante do que antes, como foi dito acima, o Raul está longe de ser o salvador da pátria, mesmo assim gosto e confio no trabalho que ele e outros profissionais estão fazendo em prol do Avaí.

Desejo sucesso a ele e espero que os profissionais também estejam dispostos a reverter esta situação.

Abraços
Rafael Silva

Planalto Artefatos de Madeira disse...

Jogadores Mercenários!
Se estão com os salários atrasados é porque o clube não tem dinheiro e acham que fazendo corpo mole e perdendo partidas como forma de protesto adianta?
Se fizessem a parte deles dentro de campo o Avaí estaria na série A do ano que vem e conseguiria o adiantamento da cota de TV, assim pagando os atrasados.
Mais não, os "grandes" profissionais preferem ir perdendo até entrarem na zona da degola e de lá não saírem mais, serem rebaixados manchando seus currículos pífios e ainda não vão receber.
Que Deus nos abençoe mudando a cabeça dos laranjas podres e que final do ano permanecendo ou não na série A o Avaí os mostre o caminho da saída, pois como minha vó diz: " A porta da rua é serventia da casa."
Arnon Guilherme

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