Mais garra e um fiapo de organização

|
Não são poucos os os que já dão por missão quase impossível a permanência do Avaí na série A para 2016. Menos por pessimismo e mais por experiência de jornadas recentes, o cidadão azurra sabe que a tradicional garra entrou numa espécie hibernação, aguardando que a velha mentalidade daquele Avaí do passado retorne ao Sul da Ilha. Junte a ela um "cadinho" de organização tática e voilá.
O temor era entrar na zona de rebaixamento, onde nossos fantasmas fizeram crer que dali o time não sairia mais. Até pode fugir nesse sábado, com uma vitória sobre Ponte combinada com tropeços do Coxa e da SPE do Estreito. O problema é a última rodada, onde Raul Cabral e seus meninos pouco inspirados fecharão o Campeonato Brasileiro diante do campeão Corinthians, em Itaquera.
De cavalo de chegada à cavalo paraguaio, essa é a sina que foi tomando conta do Avaí nas últimas competições. Se hoje está na elite, todos lembram do "esforço hercúleo" dos adversários para que isso fosse alcançado em 2014. Mas agora, fora do Z4 desde a 25ª rodada, eis que os deuses do futebol resolveram premiar os atrasos salariais e um plantel mal formado a três partidas do final.
Mas ainda resta a crença esotérica de que "esse Avaí faz coisa". Uma mistura de fé e passionalismo que, se não entra em campo, acompanha o torcedor desde a arquibancada, aparelhos de TV, rádio e preces silenciosas. Ainda dá, a matemática mostra isso, então é tentar sofrer o mínimo possível e cruzar os dedos até destroncar as falanges da mão. Melhor, das duas mãos. Foto Jamira Furlani

3 comentários:

Sérgio disse...

Ainda ecoam aquelas palavras de Moisés Cândido no ano de 2010....

George Porto disse...

Garra sem salário e organização sem técnico fica difícil amigo!!!

Sergio Nativo disse...

Belo comentário amigo. Mas agora so nos resta a crença esotérica de que "esse Avaí faz coisa" e nada mais.

Postar um comentário