Pinçando algo de bom da entrevista

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A coletiva de imprensa de ontem na Ressacada simplesmente não deveria ter acontecido. Em uma administração pautada por ações descoordenadas desde a sua gênese, Nilton Macedo decidiu (ou aceitou) que a demissão de Gilson Kleina merecia um grand finale. E ele se deu em meio a um clima de completo constrangimento e perguntas desconcertantes da imprensa que foram, como é praxe no Brasil, tangenciadas com as muitas palavras disponíveis no vernáculo tupiniquim.
Não há muito o que opinar sobre esse encontro tipo ISO 9001 - mais a esquecer - mas foi possível pinçar algo de bom para a área emocional do torcedor. Segundo o Amado "Não jogamos a toalha em momento algum. Hoje estamos classificados. Se fôssemos o último colocado e não tivéssemos mais chance, com certeza. Mas não é o caso, precisamos de duas vitórias em quatro jogos".
Sejamos otimistas, acreditemos nas convicções do dirigente, no arregaçar de mangas do elenco e na competência de Raul Cabral, o herdeiro de uma campanha com 34% de aproveitamento, defesa mais vazada do campeonato e salários às portas de completarem três meses de atraso. Vencer o Joinville, parece consenso que é o primeiro e talvez único passo inicial para continuar acreditando na permanência na série A. Ou vence ou dá adeus. Arte sobre foto de Alceu Atherino

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