Promoção, o planejamento que falhou

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Às 21h de amanhã, Avaí e Joinville entram na Ressacada para decidir suas vidas na série A de 2015 e 2016. Tenho por certo que um empate já será o suficiente para confirmar o tricolores na segundona e encaminhar os azurras para a mesma vala desastrosa das cotas de TV dez vezes menores.
A campanha do Avaí não foi um sucesso de pontos, público e renda, então a diretoria se vê mais uma vez batendo cabeça com as forças do mercado. A saída padrão é promover a já tradicional liquidação de ingressos para atrair o torcedor, seu público número um. Como disse Henry Ford, “Um mercado nunca é saturado com um bom produto, mas é rapidamente saturado com um produto ruim.”
Trocando em miúdos, o produto futebol oferecido pelas equipes de Gilson Kleina não primaram pela qualidade, menos ainda pela eficiência de seus resultados. Com isso, restou para o novo técnico Raul Cabral recuperar o tempo e dinheiro perdidos na linha de produção destas últimas 34 rodadas.
Vivendo seu maior inferno astral desde a posse, boa parte pelas promessas não cumpridas, Nilton Macedo teve que rever decisões. Antes do início da série A prometeu não aumentar o valor dos ingressos, mas uma semana antes da estreia cravou 100% de aumento naqueles R$30 do Estadual. O pretexto era que a CBF não permitia tickets inferiores a R$40, então embolocou R$60 (?).
Agora, com o Avaí precisando sair de sua incômoda posição na tabela e acreditando que uma Ressacada com mais gente possa ser a salvação de uma temporada inteira de má gestão, dois ingressos por R$30 é o negócio de ocasião. De uma hora para outra o futebol deixou de ser caro, o que é um atestado de falta de planejamento profissional. É a gestão rodada a rodada.
Sim, falta de planejamento, pois parafraseando o grande publicitário David Ogilvy, quando você recorre à promoção, via de regra admite que fez algo de errado na condução do negócio.

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