Redução do mandato versus Profut

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Texto de Flávio Felix, ex-presidente do Avaí: "Dois anos de mandato estão passando e praticamente nenhuma promessa cumprida. Por parte do Conselho Deliberativo, as mudanças que anunciaram para se eleger ficaram no papel e somente agora, por força do Profut, a nova legislação para parcelamento de dívidas fiscais, mudanças terão que ser feitas no estatuto.
Não será por boa vontade, por cumprimento de promessas eleitorais e sim, unicamente, para cumprir a nova legislação. Obrigatoriamente terão que cumprir para poder aderir ao programa. Dai acrescentarem uma coisinha ali, outra acolá, só para para não parecer forçado. Para passarem a impressão de que estão começando a cumprir as promessas. Balela.
Na diretoria executiva, a propalada gestão responsável não existiu, pelo contrário. Continuaram a demonstrar a incompetência entrelaçada com agrados a empresários, contratando 60 jogadores no ano. O custo desse descalabro é inalcançável pelas receitas do clube. Não fosse a desapropriação de parte de nosso terreno e desde o ano passado a dívida criada por eles estaria inadministrável.
E não aprenderam. Repetiram todos os erros e desatinos neste ano. Contratando técnicos com altíssimos salários, maiores do que os contratados por boa parte dos clubes do eixo Rio/São Paulo, como se dinheiro fosse capim. Novamente dezenas de jogadores inaptos, enriquecendo empresários e seus auxiliares. Na administração, as promessas de saneamento, diminuição de custos ficou para as calendas. Mais e mais assessores contratados, despesas desnecessárias, viagens e toda sorte de irresponsabilidades, como se o dinheiro do clube não tivesse fim. E teve!
O que se vê agora, são quase três folhas de pagamento em atraso (cerca de R$ 5 milhões). Folhas enormes, difíceis de serem cobertas. Mais quatro meses pela frente (novembro, dezembro, 13 e janeiro) com parcos recursos e somente um outro milagre ou uma nova desapropriação nos livrará de uma virada do ano desastrosa na área administrativa/financeira. Como o Brasil, já temos o ano de 2016 comprometido. Coitados dos funcionários mais humildes que têm sua dependência financeira exclusiva do clube. Três meses sem receber, mais quatro prováveis no horizonte.
Ano que vem chegando, Profut chegando, a legislação que responsabiliza os gestores pela má administração. Coincidência o desastrado anúncio da saída?" Foto Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS

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