Uma derrota maldita e pedagógica

|
Ontem a alvinegrada comemorou os dois anos daqueles 4x0 do falecido time do Estreito, agora com novo CNPJ e Wilfredo como único dono, em plena Resssacada. Era a reta final do Leão da Ilha para a conquista de um acesso glorioso. Por mais que o torcedor avaiano tente esquecer ou relativizar aquela tragédia, o fato é que as suas consequências ecoam até os dias de hoje.
Foi lá que pela primeira vez percebemos o caos que pode ser causado por um clube que não cumpre o compromisso salarial com seus funcionários "mais importantes". Na sequência o Avaí virou saco de pancadas e motivo de chacotas generalizadas. A máxima de ser um time de chegada, movido pela raça e que faz coisas que até Deus duvida, tudo isso virou pó. Após a goleada-hecatombe, não só viu escapar a série A como testemunhou o rival tomar-lhe a vaga. Um 2013 vergonhoso até a alma.
De lá pra cá e sob a batuta da administração de continuidade de Nilton Macedo, o Avaí lutou dois anos consecutivos para não cair para a segunda divisão catarinense. No ano passado conseguiu ficar entre os top 4 da série B graças a incompetência de seus adversários e agora faz uma série A sofrível. A fé, e não a confiança de uma boa gestão e futebol, passou a ser o pão nosso de cada dia.
O gramado da Ressacada se tornou um dos piores do Brasil, o tradicional manto listrado sofre boicote de uso, o Avaí já não é o maior de SC em critérios técnicos e depende de outro milagre para não voltar ao seu estado-mentalidade de série B. Escapando ou não, restará torcer que o espírito de vencedor retorne em 2016, de preferência com uma chinelada de 5 no rival. Foto Daniel Queiroz/ND

Nenhum comentário:

Postar um comentário