Avaí, sem ramelas no olhos

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Em 2011 a Lupi & Associados divulgou uma pesquisa onde o Avaí aparecia como o clube com maior torcida no Estado. O Leão da Ilha aparecia com 30,6% das opções, seguido por Figueirense (19,8%), Criciúma (11,4%), Chapecoense (10,4%) e Joinville (8,9%). Já na região da Grande Florianópolis o Avaí detinha 48,8% da preferência, enquanto o time do Estreito abiscoitava 53,3% do total.
Cruzando os dados com a população da nossa região, temos todo o potencial não aproveitado pela administração de con-ti-nu-i-da-de de Nilton Macedo. Sabemos perfeitamente que esses índices não são uma exclusividade dos gestores azurras. Em linhas gerais, a incapacidade dos dirigentes brasileiros é a mesma do Oiapoque ao Chuí, fruto de um completo despreparo para a gestão profissional exigida por uma empresa ou, como queira, um clube de futebol.
Com sérios problemas em seu Departamento de Futebol, incapaz de formar um plantel realmente competitivo há pelo menos dois anos, e na sua área de planejamento financeiro, não é por acaso as más campanhas do Avaí em toda temporada 2015, o que o credenciou à cia zona de rebaixamento e com dois meses de salários atrasados faltando apenas uma rodada para o final da competição.
Apesar do passionalismo cegante que acompanha boa parcela dos fãs, o torcedor avaiano amadureceu e hoje já pensa duas vezes antes de culpar terceiros pelos insucessos do time. CBF, FCF, RBS, fica cada vez fica mais evidente que o grande problema não são eles. A paciência do torcedor está por uma partida, essa que será disputada no domingo no Itaquerão.
Como disse há alguns meses, os primeiros sinais de ruptura já podem ser sentidos. Os chamados "verdadeiros avaianos™" (grupo que reza a lenda não passar de 300), que até ontem diziam que a atual administração era competente, esforçada, honesta, só que meio azarada, já começa a dar marcha à ré no item competência. Até porque no futebol uma verdade não dura 24h, certo?
Ainda que meio enlouquecidas, desorientadas entre a esperança de uma ressurreição épica e a rota aparentemente traçada para a série B, as birutas apontam responsabilidades para dentro da Ressacada. Apaixonados e interesseiros, fiéis e oportunistas, espertos e tansos, críticos e puxa-sacos, todos os torcedores ensaiam enxergar as limitações da gestão de Nilton e cia sem ramelas no olhos.

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