Torcer não faz sentido, mas dane-se

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Ser feliz, sofrer, perder a voz, chorar, ficar doente, ser um torcedor de futebol é muito legal. Também é irracional, vamos combinar, já que não faz sentido toda essa punção de vida direcionada à atletas sem compromisso com o clube (apenas cumprem um contrato), dirigentes abaixo da média da competência necessária para gerir o negócio futebol, sem falar que além de não receber para isso, a gente ainda paga. Não faz nenhum sentido, é pura loucura emocional, mas que é legal, é!
E agora os torcedores se dividem entre os que acreditam e não acreditam na permanência do Avaí na série A. Como não sou politicamente correto, exponho sem dificuldade o meu sentimento: o Avaí cai. E a fundamentação teórica para isso é simples: Raul Cabral ainda não é um técnico profissional, o time e elenco são fracos, existe a pressão por salários atrasados, o adversário é "apenas" o campeão brasileiro, o jogo é fora de casa e a arbitragem não é exatamente a dos sonhos da nação azurra.
É nessa hora que sobram as convicções esotéricas. Rezar para a N. Sra. da Ressacada (que o Vaticano não reconhece), esperar que pairem os espíritos de Saulzinho, Nizeta e Cavallazzi nessa gurizada ruim de bola, torcer para que a quase esquecida garra avaiana adentre o Itaquerão e que o Sobrenatural de Almeida esteja de azul na zona leste paulistana. Mas assim: ano passado era mais difícil subir que nesse ano ficar. Eu não acredito, mas acredito um pouquinho. Foto Polidoro Jr.

2 comentários:

Pablo Antony disse...

Falou tudo!

George disse...

Costumamos fazer bons jogos contra o Curintia e o nosso time vem jogando com bastante garra. Pode ser que dê. Oremos.

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