Guga e Avaí, uma fantasia comercial

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Nem bem havia conhecido os corredores da Ressacada e lá estava o novo Diretor de Esportes do Avaí no programa Seleção SporTV. Dentre outros assuntos abordados com audiência nacional, Gonçalves prometia mudanças no elenco e metia o bedelho na área de Marketing do Leão da Ilha.
O dirigente destacou o papel do ex-tenista Gustavo Kuerten como divulgador do clube pelo país, dizendo que verificaria a possibilidade de se criar uma relação comercial efetiva. A ideia era aproveitar a imagem de torcedor fanático do Avaí para alavancar novos patrocinadores.
Com MBA em Gestão e Marketing Esportivo pela Fundação Getúlio Vargas, esperava mais moderação de Gonçalves. Essa declaração certamente foi dada num momento de euforia esperançosa de quem estava iniciando sua carreira de cartola num clube profissional. Digo isso por essa ser um projeto pouco provável, beirando o difícil-quase-impossível, na dependência do fator "Esse Avaí faz coisa".
Sem me alongar, nosso Diretor esqueceu a penúria financeira pela qual passa o Avaí. Bancar uma campanha com Guga, sendo realizada em alto nível, não custaria menos de R$ 1 milhão (chute meu), aí inclusos o cachê do protagonista, a produção das peças e a veiculação na "grande mídia".
O fator mais complicador, entretanto, seria obter o aval dos conselheiros de Guga para atrelar seu nome (que é a sua marca) a uma empresa sem crédito no mercado brasileiro. Qualquer estudante da terceira fase de publicidade não aconselharia tal aventura ao tri-campeão de Roland Garros.
Gonçalves até pode continuar fantasiando essa parceria, mas só depois de fazer o básico, cobrando de seus contratados que não se vistam de preto nas apresentações oficiais. Pelo menos isso.

Um comentário:

Rafael disse...

Parabéns pelo comentário. Perfeito.

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