Entrevista do goleiro Renan

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GE: Como foi o processo de negociação com o Avaí?
Renan: Assim que eu soube do interesse do Avaí eu procurei informações do clube e tive boas recomendações, o pessoal falou bem. A própria cidade também. Me senti à vontade e vi uma grande oportunidade. E desde o primeiro momento que o clube se interessou por mim, eu acreditei no clube. Achei que seria um ano bom, uma torcida que apoia, juntou tudo. Eu resolvi aceitar o bom projeto.
Você teve outras propostas para deixar o Botafogo em anos anteriores. Por que agora?
Foram nove anos entre base e profissional. Eu tive outras oportunidades de sair do Botafogo, há dois, três anos. Mas não aconteceu por eu ser do clube e os dirigentes preferirem que eu ficasse. Eu esperei, continuei como profissional, me dedicando. Acabou o contrato agora e eu entendi que o momento era de dar outro rumo à carreira. Aí apareceu o Avaí e outros clubes até, mas escolhi o Avaí por tudo que envolve. Aceitei, fechei logo e agora estou aqui.
Você teve um começo promissor no Avaí e a torcida sente segurança.
Tem sido um início bom, assim como foi no Botafogo. Só que agora estou mais preparado. E agradeço a todos do clube, todos me receberam muito bem e o trabalho tem sido muito bom. Está tudo muito encaixado. É um time novo, mas que quer evoluir. Isso me faz acreditar no time, no clube, e esses primeiros jogos têm sido bons. Não só meus, mas dos outros jogadores.
E sua análise do time, porque é um grupo muito jovem.
Vejo todo mundo querendo evoluir, querendo melhorar, ser reconhecido. O grupo todo pensando de uma só forma ajuda muito. Por mais limitações que tenha, e todos os times têm, o que vai fazer a diferença é a união. Isso eu, o William, o João Filipe, os mais experientes, têm tentado passar.
O Avaí tem apresentado dificuldades financeiras recentes e você viveu situações assim no Botafogo. Qual o peso disso dentro de uma temporada?
Ninguém gosta de ficar sem receber. Todo profissional gosta de ter seu salário. Mas o Brasil em si passa por dificuldades e no futebol não é diferente. Soube da situação do Avaí, mas também do esforço da diretoria em manter tudo em dia. O Gonçalves me falou no primeiro contato que ia fazer o possível e eu acredito nessa ideia. Claro que se ficar muita coisa atrasada, não tem jeito, vai prejudicar o trabalho. Você tem uma família por trás, mas eu acredito que como eles querem ser verdadeiros, vão acertar isso logo. Entrevista parcialmente editada de Renan para o Globo Esporte

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