As caixas de ressonância

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Tentando se defender das críticas a ele dirigidas às vésperas da Copa de 1994, Carlos Alberto Parreira disse que o torcedor era uma "caixa de ressonância", apenas repetindo as críticas que ouvia por parte da imprensa. Se à época tinha razão ou não, o fato é que boa parte dos fãs do futebol formam a sua opinião após espiar o que aquele comentarista esportivo afirmou no rádio, TV e jornal.
Talvez isso explique que uma grande parcela de avaianos "tenha decidido" que o grande problema na Ressacada atende pelo nome de Raul Cabral. A direção ainda tem pendências salariais que remontam à setembro de 2015, não levantou verba para fazer um time minimamente competitivo, jogou a responsabilidade nas costas de uma gurizada boa, mas ainda inexperiente, não consegue convencer uma empresa a chancelar o espaço mais nobre da camisa azurra, mas a culpa é do "mordomo".
O pecado de Raul Cabral foi ter feito uma campanha milagrosa no primeiro turno do Campeonato Catarinense, tirando água de pedra de atletas "verdes" e/ou limitados. Entretanto, pasme o leitor, a meta número um, que continua sendo não cair para a segundona, está prestes a ser alcançada. E algumas "caixas de ressonância" continuarão descontroladamente pedindo a cabeça do técnico.

2 comentários:

Luiz Augusto Soares disse...

Acho que pedir a cabeça do técnico é uma atitude errada, mas é deve repensar no desmonte que promoveu na zaga, colocanďo como titular o Antônio Carlos. Acho que isso deu uma desorganizada no time.

Keller disse...

Estou de acordo com o amigo Luiz Augusto, Antônio Carlos está jogando por decreto. Isso trouxe uma desorganização tbm psicológica ao time. Poderíamos ter perdido os mesmos jogos,mas não dá forma que vem ocorrendo.

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