O que pensa o articulador da renúncia

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O Avaí vive uma semana histórica. Depois de muito dizer que jamais renunciaria, o presidente Nilton Macedo Machado está convencido que é o melhor que ele pode fazer para o clube. Dar oportunidade a quem tem mais disponibilidade de tempo e condições para gerir o clube.
Os notáveis avaianos estão em campo. Com calma, todos cientes da responsabilidade e seriedade do momento azurra, o grupo está fechado com o presidente para encontrar a melhor solução. E o grande comandante dos articuladores avaianos é o assessor especial da presidência Edson Moritz, com quem conversamos por um longo tempo ontem.
Cabeça Pensante - O empresário Edson Moritz é (...) o chamado pensador e articulador do momento difícil que vive o Avaí. Junto com um grupo de apoiadores tem se reunido com todos para encontrar a fórmula de aliviar a crise atual que vive o clube e encaminhar a saída do presidente Nilton Macedo. Fazer uma transição responsável e coloca do no nome do clube acima de qualquer coisa.
Encaminhamento - Edson Moritz, hoje consultor de gestão de marca e digital, é grande amigo do presidente Machado. Tudo que está sendo acordado tem a participação ou pelo menos o conhecimento do atual presidente do clube. As etapas estão sendo cumpridas através de encontros e opiniões diversas de todos os integrantes do grupo, que busca a melhor solução. Portanto, com bom senso e obedecendo o estatuto do clube ouvindo o próprio presidente, o momento é de serenidade e soluções que visam respeitar a historia do Avaí.
A situação - Ontem Edson Moritz conversou com o vice-presidente Francisco Battistotti. Moritz não abre mão do respeito ao estatuto e no momento a solução passa pelo entendimento com o vice, que é o primeiro na sucessão. No entanto, Battistotti ainda não cedeu e argumenta que tem condições de assumir o cargo. Ele inclusive já se reuniu com o presidente do Conselho Deliberativo, Alessandro Abreu, pedindo apoio. O vice ficou magoado por não ter sido convidado para os primeiros encontros. Moritz alega que primeiro precisavam Da concordância do presidente, o que já foi feito.
Rejeição - Para se ter uma ideia da rejeição ao vice-presidente, torcedores continuam mandando recados por meio de pichações na Ressacada. Battistotti teria o apoio de quem, afinal? Certamente ele vai concluir também pela renúncia. Não há como administrar um clube sem o suporte necessário.
Previsão - Nilton Macedo está sereno e pronto para decisões mais altas da inteligência avaiana. Tem projetos a desenvolver, especialmente pessoais. Exemplos claros estão ligados a sua saúde, ao seu escritório e ao seu filho João Guilherme Finishi Macedo Machado que vai nascer. Há que se encaminhar soluções pendentes antes de sua renúncia.
A situação bancária é uma delas, legalização de toda uma documentação junto a CBF, FCF e até a detentora de direitos do campeonato brasileiro (Globo) e Estadual (RBS). Isso deve ser feito até amanhã para que na sexta-feira oficialize-se a renúncia dentro do que foi acertado.
Como será - Não haverá gravação de vídeo para ser veiculado pelo site do clube. Não será feito nenhum pronunciamento bombástico e a forma de comunicar oficialmente sua saída será decidido amanhã ou quem sabe na sexta-feira. Quem sabe uma pequena nota oficial sem muitos detalhes.
Nomes - Antes de mais nada é preciso definir a situação do vice-presidente, cujo encaminhamento começou ontem e precisa de ter a concordância do próprio dirigente. Todos precisam estar cientes e certos da decisão que estarão tomando. Isso facilitaria posterior escolha do nome que deve estar guardado a sete chaves.
Especulação - Paulo Salum, atual presidente do Clube Doze de Agosto, funcionário do Tribunal de Contas, avaiano de carteirinha, irmão do apresentador Roberto Salum, pode ser uma boa pedida. Apenas especulação da coluna. No grupo de apoiadores ainda não contam nomes e sim cogitações.
Uma nova possibilidade - Uma raposa felpudíssima disse ontem à coluna que Nilton Macedo poderia não renunciar, mas sim tirar uma licença de quatro meses (possibilidade no estatuto). E nesse período, Battistotti mostraria serviço se pode ou não ser presidente. Hipótese que será estudada.
A data - Tudo será oficializado e levado a público em princípio na sexta-feira desde que todas as arestas estejam aparadas. Edson Moritz disse ontem à coluna que tudo que for feito terá de ter o Avaí acima de qualquer outro interesse. O novo presidente precisa ter o consenso dos apoiadores daí a razão pela qual cada coisa no seu tempo. Primeiro é deixar a área livre para qualquer negociação posterior. Roberto Alves via Diário Catarinense

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