O todo poderoso Silas

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"(...) A autonomia exercida por Silas no clube atualmente não é correta para um processo saudável. Quando a coisa começou, achei positivo, pois o Avaí precisava mesmo de alguém que comprasse a ideia do clube e o defendesse sem restrições. Silas fez isto no momento devido. Mas já na época em que isto começou a transparecer fiz o alerta do limite. E a coisa está extrapolando um pouco.
Percebo Silas tomando conta de tudo, do time, das contratações, do departamento de futebol, das indicações médicas, físicas, e até servindo de escudo para o presidente, que reiteradas vezes é chamado às coletivas pelo treinador, que o enche de elogios. É uma inversão das coisas. Não estou querendo dizer que o técnico faz isto de caso pensado e nem que exista algo de má intenção por trás da história. Estou falando que não pode ser assim.Um clube de Série B tem que ter sua estrutura e sua independência, com posições firmes na presidência e no departamento de futebol. Mesmo que fosse um Mourinho ou um Guardiola, o clube precisaria se reservar na sua autonomia.
Vácuo de poder - O presidente entrou no cargo fragilizado pelas pressões que existiram e que existem. O gerente do departamento de futebol, Gonçalves, parece ter tirado o time de campo, anda meio sumido das decisões e da linha de frente. Ao mesmo tempo, Silas tem o carinho do torcedor pela história que construiu no clube. Era natural que, sentindo esta fragilidade no poder, ele tomasse a linha de frente, e outros até se apoiassem nisso. Acontece que vai chegar a hora da cobrança, que é quando o treinador precisa ouvir alguém acima dele para colocar ponderações e sugerir mudanças de rota. Do jeito que as coisas estão indo, ninguém vai ter, lá na frente, este poder de comando sobre Silas. É preciso corrigir a rota agora e cada um fazer o seu.
Cobrança pontual - Um exemplo de tudo isto que estou falando é uma cobrança interna que deveria ser feita agora em Silas sobre a forma como o time vem sendo colocado em campo. O Avaí está jogando errado, fragilizado no seu meio de campo, com dois garotos que estão se virando pra dar conta do setor. Algo que não vai dar certo em longo prazo. Era hora de cobrar o treinador. O Avaí não pode passar 90 minutos em Criciúma sem ver a cor da bola e o treinador não ser cobrado por isto." Rodrigo Faraco via DC

Um comentário:

Unknown disse...

Concordo. Insistir com André santos, Taua, Renato, queimar o Lucas coelho, armar time na precaução excessiva. Tá brabo.

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